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:: ‘SAÚDE’

Erro de gestão: Crivella deixa Rio de Janeiro sem remédios de HIV

A gestão Crivella foi denunciada inúmeras vezes nos últimos dias ao Grupo Pela VIDDA. Acontece que remédios para o tratamento de HIV estão em falta na saúde pública da cidade pela primeira vez desde a década de 90.

A distribuição do medicamento é vital, uma vez que sem ele, soropositivos podem ter queda de imunidade, consequente desenvolvimento de AIDS (e aí sim, correr risco de morte!), além de colocar todo restante da população em risco, uma vez que quem se medica não transmite o vírus a outras pessoas.

Segundo publicado pela Revista Forum, a maioria dos casos denunciados de falta do medicamento são dos bairros do Catete, Copacabana e Gávea, na zona sul carioca.

Cobrada, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que haverá um plantão na farmácia do Centro Municipal Dom Hélder Câmara, em Botafogo, e que os pacientes devem regressar às unidades para serem orientados sobre a retirada da medicação.

A Secretaria também justificou o erro de gestão que levou à falta do retroviral, alegando problemas durante a transição de sistemas em alguns postos, já que a Prefeitura assumiu, nesta semana, o controle de 75 unidades que estavam sendo administrados pela organização Viva Rio desde 2014, e prometeu que “as dificuldades não serão encontradas a partir de agora”.

Fonte de Informação: site Põe na Roda

Também conforme lembrou a reportagem da Revista Forum, o presidente Bolsonaro, aliado de Crivella, afirmou no início do mês em uma declaração lamentável e preconceituosa, que “pessoas com HIV são uma despesa para o Brasil”.

ITABUNA: Policlínica Regional encerra o mês de outubro com saldo positivo dos serviços ofertados

A Policlínica Regional de Itabuna encerra o mês de outubro com saldo positivo dos serviços ofertados, tanto para consultas médicas, como também para os exames. Das 905 consultas disponibilizadas nas diversas especialidades, foram utilizadas apenas 319 e feito 12 cancelamentos. Sobre os exames, dos 1.116 oferecidos, foram utilizados 495, e feito 21 cancelamentos.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde de Itabuna, foram disponibilizadas 27 consultas para médico angiologista, mas a demanda foi para 25 consultas. Para Cardiologista, disponibilizadas 177 consultas e procura por 60. Cirurgia Geral, 32 consultas e procura por 14. Para médico dermatologista, ofertadas 90 consultas, mas a procura foi por 55. Já para médico gastroenterologista, ofertadas 42 consultas, mas a procura foi por 23.

Na especialidade ginecologia e obstetrícia, foram oferecidas 96 vagas, mas houve uma procura por 20, e para mastologista, ofertadas 86 consultas, mas utilizadas apenas duas. Para consulta com neurologista, foram ofertas 61 consultas, mas utilizadas 57. Para oftalmologista, 100 vagas, mas utilizadas apenas cinco. Para ortopedista e traumatologista, disponibilizadas 96 vagas, e utilizadas apenas oito. Por fim, para médico especialista em otorrinolaringologista, disponibilizadas 98 vagas e utilizadas 50.

Exames
Para exames de ecocardiocrafia – ECO foram ofertados 37, sendo que a procura foi pela mesma quantidade de vagas. Sobre os eletrocardiogramas, foram ofertados 177 e realizados de fato 84. Para o exame de ergometria, ofertadas 56 vagas e utilizadas 32. Para exames de mamografia, ofertados 114 e utilizados 78. Para radiografia por raio-x, ofertados 248 e utilizados 55.

Para os exames de ressonância magnética, ofertados 124 e utilizados 116. Para exames de tomografia computadorizada foram ofertadas 223 vagas, mas utilizadas apenas 59. Para ultrassonografia – USG, ofertadas 137 vagas e utilizadas somente 34. Por fim, para atendimento com psicólogo clínico, ofertadas 64 vagas, e utilizadas apenas seis.

Novembro
O Secretário Municipal de Saúde, Uildes Nascimento, aproveita o momento para divulgar o quadro de vagas disponibilizadas para consultas médicas e exames neste mês de novembro. “Em novembro teremos 921 consultas nas diversas especialidades médicas, 1.126 exames, 68 consultas com nutricionista e 68 com psicólogos”, encerra.

ILHÉUS: Iniciou hoje encontro territorial em Saúde, programação segue até amanhã

O Núcleo Regional de Saúde Sul/Sesab iniciou nesta terça-feira (15) a Oficina do Desenho Territorial em Saúde, ação que possibilita a primeira aproximação para monitoramento da implantação da Programação Pactuada e Integrada (PPI). O encontro visa discutir o desenho territorial em Saúde do estado e apoiar o processo de implantação da PPI. O evento acontece no auditório do Hotel Aldeia da Praia, às 8h30min.

A metodologia abordada contará com exposição dialogada, por região de saúde, com preenchimento de matriz orientadora. Na terça-feira (15), será realizada a apresentação da primeira aproximação do desenho territorial em saúde; discussão dialogada, com preenchimento da matriz orientadora e do monitoramento da implantação PPI. Na quarta-feira (16), será dada continuidade ao preenchimento de matriz orientadora.

O convite de participação se estende aos secretários municipais de Saúde; técnicos das secretarias municipais de Saúde (um técnico por município); técnicos da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab); técnicos do Ministério da Saúde; apoiadores do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS/BA) e convidados da Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN/BA).

Atenção: Ministério da Saúde divulga boletim epidemiológico sobre o sarampo

O Ministério da Saúde (MS), por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, apresentou os dados referentes à Semana Epidemiológica (SE), período compreendido entre 9 de junho e 31 de agosto de 2019, 24ª e 35ª semanas respectivamente. O boletim também divulga as recomendações do MS para subsidiar as ações de vigilância, prevenção e controle do sarampo no país.

No período entre 9 de junho e 31 de agosto de 2019 foram confirmados laboratorialmente um total de 2.753 casos, em 13 Unidades da Federação com transmissão ativa. A maioria dos casos (98,3% – 2.708) estão concentrados em 82,5% (99) dos municípios do Estado de São Paulo, na região Sudeste do país. A incidência neste estado é de 23,4 casos por 100 mil habitantes.

Outro fator preocupante refere-se aos óbitos em decorrência da infecção. De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde, foram confirmados quatro óbitos, três no estado de São Paulo e um no estado de Pernambuco. Três óbitos ocorreram em menores de um ano de idade e um em um indivíduo de 42 anos. Nenhuma das pessoas era vacinada contra o sarampo.

O MS realiza ações conjuntas para o enfretamento do surto da doença. O bloqueio vacinal seletivo deve ser realizado em até 72 horas em todos os contatos do caso suspeito durante a investigação. Até agosto deste ano foram distribuídas, para todos os estados, o total de 18.371.890 doses e o estoque total até 3 de setembro de 2019 era de 2.332.752 doses. O consumo médio mensal no Brasil é de 1,9 milhões de doses. Ademais, foram distribuídas 8,2 milhões de doses adicionais fora da rotina.

Distribuição da vacina – O MS monitorará somente os insumos armazenados em estoque nacional e aqueles repassados às secretarias estaduais. O órgão informa que as unidades de saúde dos municípios devem acessar ao sistema na data registrada na fonte da tabela. O plano para monitoramento da dispensação dos Estados às Secretarias Municipais ainda está em desenvolvimento.

Por sua vez, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reforça as ações de conscientização e informa que a vacina contra o sarampo está disponível no serviço de rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A Vigilância Epidemiológica de Ilhéus ressalta que o município é um dos roteiros turísticos mais procurados do Brasil e por esse motivo é de suma importância que as pessoas se conscientizem e colaborem com a ação.

A atividade já imunizou funcionários, passageiros e transeuntes no aeroporto Jorge Amado e no Terminal Rodoviário de Ilhéus, além de funcionários da empresa OAS, responsável pela construção da ponte. A população com idades de 1 a 29 anos deve procurar as salas de imunização para receber as 2 doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Já as pessoas com idades de 30 a 49 anos, devem receber 1 dose da vacina tríplice viral. Os profissionais da saúde devem ser vacinados independentemente da idade.

As vacinas são seguras, contudo as contraindicações devem ser respeitadas mesmo em situações de surto de sarampo. Não devem receber a vacina contendo o componente do sarampo as gestantes, crianças menores de seis meses de idade e imunodeprimidos. O MS disponibilizará aos estados e ao Distrito Federal, cápsulas de Vitamina A na concentração de 50.000 UI, para casos suspeitos da doença em crianças menores de seis meses de idade.

Em virtude da fotossensibilidade da Vitamina A (palmito de retinol), o MS salienta ainda que os profissionais devem estar atentos às medidas de armazenamento, transporte e administração. Competirá aos estados o recebimento, armazenamento e distribuição aos respectivos municípios.

Recomendações do Ministério da Saúde – Reforçar as equipes de investigação de campo; fortalecer a capacidade dos sistemas de vigilância epidemiológica; produzir ampla divulgação midiática; estabelecer estratégias para implementações imediatas de ações nos casos importados de sarampo; entre outras. A vacina é a única medida preventiva eficaz contra o sarampo.

ILHÉUS: Manifestação em prol da saúde infantil desfilará no 7 de setembro

EM MEMÓRIA DESSES ANJOS.

Familiares de crianças que morreram no Hospital Vida Memorial, mães, pais e ilheenses estarão neste 7 de setembro fazendo uma nova manifestação em prol de todas crianças da cidade de Ilhéus.

O intuito principal desse manifesto é cobrar do prefeito, dos vereadores e da secretária de saúde de nossa cidade um posicionamento e ações efetivas sobre:

  1. Os casos de óbitos que ocorreram e ainda não foram investigados.
  2. A falta de profissionais Pediatras atendendo no hospital.
  3. A falta de diagnósticos corretos e precisos.
  4. A falta de atenção e a demora nos atendimentos às crianças.
  5. Necessidade de uma UTI Móvel disponível para o atendimento infantil.
  6. Urgência na construção de UTI neonatal e pediátrica que conforme acordo estadual será implantada na nossa cidade.
  7. A falta de fiscalização dos atendimentos prestados pelo hospital responsável pelo atendimento SUS pediátrico.

“Convocamos você que assim como nós pais, mães e familiares cansados de ver as injustiças acontecendo na nossa cidade. Vamos dizer um basta para todo esse descaso que está acontecendo com a saúde de nossas crianças”, disse Uallesong, um dos responsável pela organização do manifesto, em entrevista a RADIO SANTA CRUZ AM.

SAÚDE: O que fazer quando alguém está tendo um infarto? SALVE VIDAS!

POR: MSN

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a causa principal de mortes no Brasil e geralmente ocorre quando um trombo bloqueia o fluxo sanguíneo para o coração. Como o sangue não consegue fluir na região, o músculo entra em um processo de necrose, o que pode levar à morte.

De acordo com André David, cardiologista do Centro Integrado Cardiovascular do Hospital Nossa Senhora das Graças, uma pessoa que sofre um infarto agudo do miocárdio pode apresentar diversos sintomas, como:

  • Dor no peito
  • Queimação e/ou aperto no peito que pode irradiar para os braços ou mandíbula
  • Enjoo ou vômito
  • Suor frio
  • Falta de ar
  • Palpitações
  • Tontura intensa
  • Desmaio

O que fazer quando uma pessoa está tendo um infarto?

michaelheim/Shutterstock

Diante de uma situação em que uma pessoa apresenta os sintomas listados, o primeiro passo é manter a calma e ligar para o Serviço de Emergência, como o SAMU (192) ou os Bombeiros (193). Caso a ambulância vá demorar acima de 20 minutos, é melhor levar a pessoa para o hospital mais próximo, orienta o médico.

Lightspring/shutterstock

Em casos de desmaios, é necessário deitar a pessoa em posição confortável e afrouxar as roupas, sapatos e acessórios. Se o infartado estiver sem batimentos e respiração, deve-se iniciar a massagem cardíaca, seguindo estes 8 passos:

  • Passo 1: posicione o corpo com as costas no chão. Se ajoelhe ao lado e fique bem perto do tronco da pessoa.
  • Passo 2: coloque uma mão sobre a outra. Elas ficarão no meio do peito, na altura dos mamilos.
  • Passo 3: deixe os braços esticados e lembre-se: a força deve ser feita com os ombros, não com os cotovelos.
  • Passo 4: aplique uma pressão vigorosa, de modo que a caixa torácica desça até 5 centímetros.
  • Passo 5: repita o movimento sem parar 120 vezes por minuto, ou duas vezes a cada segundo.
  • Passo 6: se você cansar, chame alguém para continuar realizando a ação.
  • Passo 7: não faça a respiração boca a boca (as diretrizes atuais desaconselham o procedimento).
  • Passo 8: mantenha a massagem cardíaca até a chegada da ambulância.

Yevhen Vitte / Shutterstock

Segundo o cardiologista, os primeiros socorros para infarto agudo do miocárdio ajudam a reduzir as sequelas e até mesmo salvar a vida da pessoa que sofre o episódio.

Riscos de infarto

  • Queda de temperatura pode aumentar risco de infarto em até 30%
  • Pular café da manhã faz mal ao coração e aumenta chances de ter infarto
  • Mulher morre mais de infarto do que homem: este exame ajuda a prevenir

SAÚDE: Saiba se segurar gases faz mal mesmo sendo sinais positivos

A presença de gases no intestino indica que a região está saudável e bem controlada por bactérias responsáveis por extrair energia e vitaminas dos alimentos que consumidos. Todo o processo melhora a função gastrointestinal, favorece o sistema imunológico e a saúde como um todo.

Mesmo sabendo que os gases intestinais são sinais positivos, não podemos negar que, muitas vezes, eles causam desconfortos físicos e até mesmo sociais, já que, quando estamos em público, precisamos nos controlar para evitar sua liberação. Diante deste cenário você pode se perguntar: segurar o pum faz mal para a saúde?

Segurar gases: o que acontece com o corpo?

Apesar de ser desagradável soltar pum em público, não é preciso ter vergonha deste movimento do seu organismo, já que isso é, na verdade, um sinal de que você é saudável.

Por outro lado, é importante saber que segurar os gases não resulta em problemas sérios.

Segurar o pum pode causar desconforto, dores e distensão abdominal, que consiste em um inchaço incomum e volume aumentado na região da barriga.

Os incômodos não são graves e tendem a desaparecer assim que você permite a liberação dos gases.

Diariamente, eliminamos gases entre 5 a 10 vezes ao dia e alguns alimentos são capazes de provocar mais gases do que outros, como feijão, produtos lácteos, batata-doce, aveia, nozes, soja e trigo.

Se você percebe aumento na produção de flatulências, talvez deva controlar ou minimizar o consumo de comidas destes grupos.

ITABUNA: População sofre com crise na Saúde; Dois hospitais fechados e três sob ameaça de encerrar atividades nos próximos dias

POR: A TARDE

Dois hospitais fechados e três sob ameaça de encerrar atividades nos próximos dias. Unidades Básicas de Saúde que sofrem com falta de pessoal e de insumo, além de uma UPA e um hospital municipal que convivem com superlotação. Esse é o cenário da saúde pública em Itabuna (438 km da capital, no sul do estado), que já teve cinco secretários em dois anos e meio de gestão. Hoje, o município possui um titular interino na pasta, Geraldo Pedrassoli, que acumula a função junto com a diretoria financeira.

A crise estourou após a prefeitura  encerrar o contrato com o Hospital Infantil e Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), da iniciativa privada, e não renovar o convênio com o Hospital São Lucas, unidade filantrópica gerida pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, em 2018. Ambos acabaram fechando as portas.

Aumento na demanda

O fechamento das duas unidades causou um aumento exponencial da demanda nos outros hospitais filantrópicos da Santa Casa, o Calixto Midlej Filho e o Manoel Novais, e no Hospital Maternidade Ester Gomes, da Fundação Fernando Gomes, organização filantrópica criada pelo atual prefeito, Fernando Gomes (sem partido).

Com o aumento da demanda, os hospitais filantrópicos cobraram da Secretaria de Saúde um acréscimo no valor do repasse. A primeira cobrança aconteceu em maio deste ano, quando venceu o convênio do hospital Manoel Novaes. Sem condição para fazer um repasse de R$ 1,5 milhão a mais, a Secretaria de Saúde fez um acordo com a Santa Casa para encerrar o atendimento de portas abertas.

Hoje, a Santa Casa vive com endividamento pelo subfinanciamento da tabela SUS”André Wermann, diretor da Santa Casa

“Optou-se pelo fim da demanda aberta e adesão a uma demanda regulada. Essa unidade recebia 92% dos pacientes via SUS, um total de 260 pessoas por dia. Essa emergência nos custava R$ 650 mil por mês e nós tínhamos um repasse de 68 mil para ela”, revelou André Wermann, diretor administrativo da Santa Casa de Itabuna.

O contrato do município  com os hospitais da Santa Casa encerrou-se  dia 31 de julho. O atual cenário é de incerteza. Os funcionários das unidades convivem com atrasos no salário e os pacientes com a falta de medicamentos e interrupção de alguns atendimentos.

Wermann reclama do repasse de 1.2 da tabela SUS (unidade de referência da ministério) para a Santa Casa, e afirma que o caminho para resolver a crise é um financiamento tripartite, como estabelece a lei do  SUS.

“Essa tabela precisa ser custeada pela União, Estado e município. Não estamos pedindo nada para locupletar ninguém. Gastamos o resultado dos prestadores particulares com o SUS em nossas unidades. Estamos endividados e estruturando linhas bancárias para conseguir fôlego e não encerrar as atividades, pois R$ 68 mil/mês não arcam com uma equipe trabalhando 24 horas em uma emergência. Não dá para trabalhar com 1.2 da tabela SUS”, salientou o diretor.

É duro sair de Ipiaú para fazer quimioterapia e não ter remédio. O Calixto precisa de atenção”Samuel Correia, aposentado

O aposentado Samuel Correia, 73, saiu de Ipiaú – a cerca de 120 km de Itabuna – na última quarta-feira para fazer o tratamento de um câncer no hospital Calixto Midlej Filho, referência em oncologia na região, mas foi informado de que não poderia realizar o procedimento, por falta de um medicamento.

“Saí quatro horas da manhã de Ipiaú para chegar aqui e não ser atendido. A situação do hospital está complicada, tem boato de que há médicos que estão sem receber e que planejam sair, tenho receio de não  terminar meu tratamento”, lamentou.

Pedidos do gestor

A situação do Hospital Maternidade Ester Gomes é ainda mais complicada. O prazo para renovação do contrato  acabou no dia 29 de julho, sem  atualização.

Um ofício enviado pelo secretário interino de saúde, Geraldo Pedrassoli, última sexta-feira, pedia que o hospital não encerrasse as atividades que o município se comprometia a pagar os serviços de pediatria e obstetrícia. Até o fechamento desta edição, a unidade seguia atendendo.

A maternidade possui  estrutura para baixa complexidade e não dispõe de equipamentos auxiliares no  diagnóstico, como raio-x, segundo informou a auxiliar de produção Larissa Souza, que passou por uma situação delicada com a filha de 2 anos no local. A menina foi diagnóstica com pneumonia  e regulada para o Hospital Manoel Novaes. Ao chegar lá, o médico de plantão não aceitou a criança, pois precisava de um raio-x anexado ao relatório. “Eu tive que sair com minha filha doente nos braços até uma clínica particular, onde paguei 60 reais para fazer a radiografia e conseguir a internação. Isso é um absurdo, uma humilhação”, desabafou.

A dona de casa Ruth Rodrigues foi atendida na Maternidade Ester Gomes, que não comporta a elevada demanda e fica situada em um local distante da cidade. Ela afirmou que “depois que ocorreu o fechamento do Cemepi e do Manoel Novais a saúde do município virou um completo caos”.

EM MEIO AO CAOS, PREFEITO CULPA GESTÕES PASSADAS

O prefeito Fernando Gomes concedeu uma entrevista coletiva última quarta-feira, 28, e acusou gestões anteriores, repasses insuficientes do SUS e  prometeu usar a UPA como emergência pediátrica e obstétrica, caso ocorra o fechamento da maternidade que leva o nome dele. “Ser prefeito hoje é difícil com os recursos que temos.  Administrar uma falência por incompetência do passado é complicado. Vou fazer uma auditoria para apurar tudo, quero ver se o dinheiro está sendo gasto com medicamentos, se tem gente recebendo sem trabalhar”, afirmou Gomes.

O secretário interino da área, Geraldo Pedrassoli, disse que as  filantrópicas estão “querendo um valor muito alto, e que a secretaria não consegue repassar”. Ele revelou que deixará a pasta por não haver condições técnicas de continuar na função.

O vereador Jaime Araújo (PCdoB), entrou com uma representação no Ministério Público (MP-BA), pedindo que a prefeitura restabeleça a demanda aberta no Hospital Manoel Novaes e criticou a fala do prefeito: “O povo de Itabuna sofre com essa má gestão, principalmente quem faz tratamento contínuo. A saúde na cidade está um caos por causa da redução da oferta, e agora ele fala de auditoria, como ele é o prefeito e não sabe como está a pasta?”.

A crise afeta também as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Falta de pessoal, médicos, insumos e medicamentos prejudicam o funcionamento.

O MP entrou com  ação pedindo que a prefeitura restabeleça os serviços. A 1ª Vara da Fazenda Pública concedeu liminar exigindo que o município  reestabeleça o funcionamento no prazo de seis meses, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia.

Em meio ao caos,  sofrem as mães, como Cirlândia Ferreira, que não   marcou  tratamento com  fonoaudiólogo e  fisioterapeuta para  o filho, com paralisia crônica. A  estudante Ana Clara sofreu para ser atendida na UPA, tendo que carregar por longo tempo a filha de cinco meses nos braços.

FERNANDO GOMES RESPONDE A PROCESSOS NA JUSTIÇA

No quinto mandato como prefeito de Itabuna, o primeiro deles em 1977, Fernando Gomes parece ter a saúde como centro de problemas nas gestões. A área, inclusive, foi responsável por dois dos vários processos judiciais aos quais ele responde atualmente.

Uma das ações, movida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), refere-se ao mandato  entre os anos de 1997 e 2000. Ele é réu por irregularidades na aplicação de recursos do Piso de Assistência Básica do Sistema Único de Saúde (PAB/SUS), nos exercícios de 1999 e 2000. As ilegalidades foram verificadas em fiscalização feita pelo Ministério da Saúde. O caso acabou sendo alvo de processo no Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar responsabilidades por danos à administração pública.

A ação do MP-BA, no valor de R$ 270,3 mil, está em tramitação na 1ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna. A última movimentação no processo foi em abril de 2018.

 

Agricultura familiar

O prefeito é réu em outro processo na mesma Vara, por irregularidades  em um convênio com valor de R$ 2,1 milhões.

A verba veio do então Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para um programa de agricultura familiar. O caso está em andamento.

Questionado sobre os processos, Gomes disse que não falaria sobre o assunto.

A dança das cadeiras na Secretaria de Saúde de Itabuna começou em 2017, primeiro ano da gestão do prefeito Fernando Gomes,  quando Vitor Lavinsky pediu exoneração e escreveu uma carta aberta criticando o prefeito, alegando que na condução da coisa pública,  “a forma sugerida, muitas vezes, fugia ao que mandam os preceitos da legalidade”.

Ele foi substituído pela enfermeira Lísias Miranda, que ainda em 2017 denunciou a diretora da Central de Regulação, Maria José da Gama, de estar cometendo irregularidades que envolviam contratação de funcionários fantasmas, liberação de consultas, exames acima da cota permitida e por conluio com fornecedores – entre eles um instituto de tomografia com sede no Espírito Santo.

ILHÉUS: Secretaria de saúde emite Nota de Esclarecimento sobre coleta do lixo hospitalar

A Secretaria Municipal da Saúde (Sesau) esclarece sobre a falta de coleta temporária de resíduo de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Município. O atraso sofrido foi devido a problemas administrativos, fato que inviabilizou a realização da licitação. Ademais, informa ainda que já foi efetivada a contratação emergencial dos serviços.

A Prefeitura Municipal de Ilhéus não tem medido esforços no sentido de prestar uma assistência integral e de qualidade a toda a população ilheense que necessita dos serviços, e a todas as demais Unidades de Saúde. Desde já, colocamo-nos à disposição para qualquer esclarecimento.

ILHÉUS: Seminário de atenção primária à saúde discute democracia e políticas públicas

No Dia Nacional da Saúde, data em que se comemora ainda o nascimento de Oswaldo Cruz, médico e pioneiro da medicina experimental no Brasil, a oportunidade de rediscutir os avanços na democracia e as estratégias indispensáveis para enfrentar os desafios da saúde pública no município de Ilhéus. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) organizou nesta segunda-feira (5), no Centro de Convenções, o I Seminário de Atenção Primária, que busca contribuir para o debate sobre as opções de fortalecimento do setor em Ilhéus.

O público participante contou com os palestrantes, dr. Jairnilson Paim, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC/UFBA) e dra. Cristina Setenta Andrade, da UESC/UESB, que na ocasião, analisaram e apresentaram resultados, uma série de evidências científicas sobre o impacto da atenção primária à saúde na redução das desigualdades e na melhoria dos indicadores de saúde na Bahia, no Brasil e no mundo. O encontro reuniu estudantes, profissionais e articuladores dos setores da saúde.

Avanços – O prefeito Mário Alexandre ressaltou o êxito do evento na atual gestão municipal. Para ele, houve aumento da cobertura, acesso, equidade e satisfação dos usuários do SUS. “Quando assumimos o governo de Ilhéus a saúde tinha um índice de rejeição de mais de oitenta por cento. Para contrariar tudo isso, reorganizamos o setor e ampliamos a oferta dos serviços, com profissionais concursados, médicos, reformas de postos de saúde e melhoria no atendimento de toda a rede”.

Ao destacar os 30 anos do SUS no Brasil, dr. Jairnilson Paim disse que o sistema é uma conquista do povo brasileiro. Na sua avaliação, o SUS não saiu de governantes, partidos políticos e nem dos organismos internacionais. “O SUS nasceu nas periferias, zonas rurais, da organização popular, dos profissionais de saúde e dos pesquisadores. Estamos vivendo um momento difícil para a democracia no País. Há uma preocupação em trazer essa conquista de forma mais clara e isso se faz com atenção básica e primária”, frisou.

Já o titular da Saúde em Ilhéus, Geraldo Magela lembrou que este trabalho começou em 2018, no processo de reorganização do trabalho da rede de saúde municipal. “Este cenário vem coroar o trabalho e lançar novas propostas, graças aos investimentos na saúde e na atenção básica, especificamente, feitos pelo prefeito Mário Alexandre. Isso melhorou, significativamente, e portanto, está de parabéns a equipe por ousar fazer uma saúde diferente e transformadora no município”.

O diretor da Atenção Básica e Primária da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), José Cristiano Sóstenes salienta a atual gestão tem feito seu dever de casa, com ações e investimentos na atenção primária. “Esse evento fala aquilo que precisa ser avançado, e casa muito bem com o momento que Ilhéus está vivendo. O Estado tem monitorado e compartilhado todos os investimentos, através do apoio, porque acreditamos numa gestão que está efetivamente executando aquilo que tem sido proposto”.

Primeiro evento – O objetivo é permitir uma aproximação ainda maior dos conceitos e das técnicas de avaliação em saúde, voltadas para atenção primária à saúde, conforme disse a diretora da atenção básica do município, Jailma Cunha Lima. “A ideia desta primeira edição é construir um seminário com ênfase na democracia e na saúde, a fim de fortalecer nossas práticas de atuação na rede, através da experiência de renomados profissionais”, declarou a diretora.

Os articuladores ressaltaram as ações do Governo do Estado, cuja parceria visa, prioritariamente, a ampliação da oferta dos serviços da atenção básica no município. Com a parceria, disseram os gestores “foi possível ofertar um atendimento com maior qualidade, estabelecendo metas nos processos de democratização destes serviços”. Por último, destacaram o apoio da faculdades e universidades no município e na região, na oferta dos cursos de extensão que beneficiam diretamente os alunos destas instituições.

O evento contou ainda com a participação do presidente do Conselho Municipal de Saúde, Rafael Santos; representante do Departamento de Saúde da UESC, Cristiano Bahia; professora emérita da UESC/UESB, Cristina Setenta Andrade; representante da Faculdade Madre Thaís, Andréa Dickie; vereadores Makrisi Sá e Ivo Evangelista, além dos membros da Comissão de Saúde; integrantes do EdPopSUS; agentes comunitários de saúde e agentes de combate as endemias e diretores e coordenadores.











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