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PSOL: Nota das Pretas por Salvador sobre a sua atuação na Câmara Municipal

Em 01 de janeiro de 2021, tomamos posse na Câmara Municipal de Salvador. A Mandata Pretas Por Salvador, do PSOL, é a primeira mandata coletiva na Bahia e assim foi reconhecida pelo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Jatahy Júnior, que diplomou Laina Crisóstomo junto com Cleide Coutinho e Gleide Davis. Nossa particularidade de sermos uma representação plural, diversa, de três mulheres pretas, obviamente não foi bem recebida por setores conservadores, que já no primeiro dia iniciaram seus ataques contra nós.

A desqualificação de nossa atuação política vinda de setores da extrema-direita não é uma especificidade de Salvador, mas faz parte de um quadro nacional de perseguição à esquerda, às feministas, às lutas antirracistas e àquelas e àqueles que se colocaram contra os golpes sofridos por nossa frágil e incompleta democracia. Isto em um cenário dramático de crise sanitária em que a pandemia da Covid-19 já levou 200 mil vidas e a gestão desastrosa do governo federal deixou a população brasileira à própria sorte.

A crise econômica que vivemos é sem precedentes e a política ultraliberal bolsonarista aprofunda as desigualdades estruturais, piorando ainda mais as condições de vida das pessoas pobres, em sua maioria negras/os.

Neste grave contexto, o PSOL definiu, nacionalmente, como tática eleitoral e como orientação para a atuação do partido nas lutas sociais para o próximo período, a necessidade de uma unidade da oposição e da esquerda, ao lado dos movimentos sociais e da classe trabalhadora, que tem gênero e raça. Uma unidade que deve se construir na prática, urgente, em torno das demandas populares.

Seguindo esta compreensão, nós iniciamos um diálogo com aqueles/as que se identificam com pautas de centro-esquerda e de esquerda no espectro político-partidário da Câmara Municipal de Salvador. Desde dezembro, temos realizado reuniões periódicas com representações do PT, PCdoB e do PSB, com Maria Marighella, Marta Rodrigues, Luiz Carlos Suíca, Silvio Humberto, Augusto Vasconcelos e Hélio Ferreira. Com eles, esperamos formar, nos próximos quatro anos, uma bancada de oposição, que consiga fazer frente aos desafios dos tempos que nos encontramos. Esta construção implica, também, no reconhecimento da nossa mandata, além do fortalecimento dos nossos projetos políticos na Câmara Municipal.

Temos recebido um apoio da bancada de oposição que nos é primordial, no que diz respeito ao nosso direito à fala e ocupação deste espaço. O que demonstra que, mesmo diante das divergências próprias das siglas que integramos, dos espaços que ocupamos, tanto no município quanto no estado da Bahia, e das nossas trajetórias de vida e locais de atuação política, é extremamente necessário que busquemos emplacar um esforço inédito do campo de esquerda e das/os progressistas, para que possamos enfrentar as forças bolsonaristas e conservadoras que hoje dirigem o país.

Sabemos também que somos a mandata mais visada para ataques: somos três mulheres negras, feministas, socialistas, candomblecistas e evangélica. É a primeira vez que o PSOL tem uma mandata na Câmara Municipal e os racistas e machistas não aceitarão nossa posição de destaque. Vão querer difamar e distorcer nossa atuação. Vão querer nos calar. Mas nós não nos calaremos.

Entendemos que nossa representação do PSOL tem capacidade, capilaridade e força política para apresentar seus posicionamentos e disputá-los dentro da Câmara Municipal de Salvador e na sociedade. Para isso, contamos com o conjunto do partido, o apoio de nossa militância e dos movimentos sociais, em permanente diálogo e reflexão em todas as suas instâncias. Estes espaços são fundamentais. As construções devem ser coletivas.

Começamos nossa mandata nos abstendo na eleição para a Presidência da Câmara – a única abstenção – demonstrando nossa independência, senso crítico e responsabilidade política. Os próximos quatro anos serão de muitos enfrentamentos. Resistiremos aos ataques e  certamente também avançaremos, pautando propostas que efetivamente possam mudar a vida das/os trabalhadores, das mulheres, negros e negras e LGBTQIA+.

Laina Crisóstomo

Cleide Coutinho

Gleide Davis

Co-vereadoras da Mandata Coletiva Pretas Por Salvador

PT e PSOL anunciam que boicotarão posse de Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou na manhã desta sexta-feira (28) que seus deputados e senadores não participarão da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro (PSL). Pelo Twitter, Juliano Medeiros, presidente do PSOL, também anunciou que a bancada do seu partido vai se ausentar-se do evento.

Segundo nota do PT, o resultado das urnas é legítimo, entretanto “isso não impede [o PT] de denunciar que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”.

O partido também diz que a ausência na cerimônia é um ato de resistência, em protesto a “discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. Não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política”.

O comunicado é assinado por Gleisi Hoffmann, presidente do PT e deputada federal eleita, Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara.

Em seu perfil pessoal no Twitter, Juliano Medeiros, presidente do Psol, disse que: “Como é de praxe, o TSE convidou toda a bancada do PSOL para a posse do novo presidente. Mas como prestigiar alguém que despreza os direitos humanos, promete colocar o Brasil de joelhos diante dos EUA e destruir os direitos sociais? Não vamos à posse. Nossa resistência já começou”.

No dia 1º, data da posse de Jair Bolsonaro como presidente eleito, apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva planejam fazer um ato em frente à sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula cumpre pena.

A assessoria do PT não confirmou se haverá a participação de parlamentares nas manifestações no dia 1º em Curitiba.

O PT possui a maior bancada na Câmara dos Deputados: são 56 deputados federais; no Senado, elegeu quatro representantes. A atual bancada do PSOL tem seis deputados e crescerá para dez na próxima legislatura.

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