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:: ‘Bolsonaro’

Política: Mourão afirma que Bolsonaro escolherá o novo ministro da saúde até agosto.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve escolher o novo ministro da Saúde em agosto, de acordo com o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), em entrevista concedida ao portal UOL e divulgada nesta quarta-feira (15).
Atualmente, a pasta é comandada interinamente pelo general Eduardo Pazuello.

“Pazuello assumiu interinamente e está há dois meses na função. Acredito que em mais um mês, em agosto, Bolsonaro vai retornar da quarentena e analisar outros nomes”, afirmou Mourão.

Para o vice-presidente, a sociedade “tem que parar de discutir determinados assuntos de forma preconceituosa: o militar é um cidadão como outro qualquer, apenas usa farda e tem um raciocínio cartesiano”.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Brasil não possui ministro da Saúde desde o dia 15 de maio.

 

Fonte: https://www.bahianoticias.com.br/

Política: Governo não combate a corrupção, diz Moro ao ‘Fantástico’

Créditos: Catraca livre

Em entrevista ao “Fantástico” deste domingo, 24, Sergio Moro relatou que a agenda anticorrupção não foi apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que a pasta da Justiça e Segurança Pública foi continuamente esvaziada. Para Moro, essa é uma verdade inconveniente para os apoiadores do governo.

Moro ainda criticou a postura negacionista sobre a pandemia do novo coronavírus. Segundo ele ainda, não é o caso de pessoas saírem armadas para transgredir medidas sanitárias e que houve uma subida de tom gradativa nos últimos meses.

Sobre as falas de Abraham Weintraub e de Ricardo Salles, Moro disse que se calou, mas estava incomodado e que tinha limitações por ser parte do governo naquele momento.

Saída de Moro
Durante a entrevista coletiva de seu pedido de demissão, Sergio Moro disse que Jair Bolsonaro queria trocar o diretor-geral da Polícia Federal para, com um novo nome, conseguir informações sobre inquéritos em andamento.

No “Jornal Nacional” do mesmo dia, Moro mostrou troca de mensagens entre ele e Bolsonaro, onde o presidente envia o link de uma reportagem do site “O Antagonista” sobre a investigação de 10 a 12 deputados bolsonaristas, citando que esse seria “mais um motivo para a troca”, se referindo à mudança na PF.

Moro ainda revelou uma troca de mensagens com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), apoiadora de Bolsonaro, na qual ela pede ao ex-juiz que aceitasse o nome de Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal em troca de uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Derivada dessas alegações, o vídeo da reunião de 22 de abril veio a público — originando uma nova crise no governo federal.

Política: Ciro protocola pedido de impeachment contra Bolsonaro; casos com Maia chegam a 24

Créditos: Yahoo

O ex-candidato presidencial Ciro Gomes e o presidente do PDT, Carlos Lupi, protocolaram nesta quarta-feira (22) um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por sua participação nos atos de defesa de um novo AI-5.

Com isso, os casos sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegam a 24, incluindo pedidos de parlamentares do PSOL e um do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro.

O documento de Ciro e Lupi acusa Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade por ter incentivado atos contra Legislativo e Judiciário no último domingo (19). Na manifestação, que pedia intervenção militar no país, apoiadores do presidente fizeram críticas ao Congresso e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo o pedido, “a incitação de manifestação contra os Poderes constituídos, a presença, apoio e endosso do presidente da República a pedidos de ruptura da ordem constitucional, do fechamento do Congresso Nacional e do STF” e a adoção de atos institucionais autoritários são uma “afronta ao princípio da separação dos Poderes, sendo, portanto, crimes de responsabilidade”.

O texto afirma ainda que Bolsonaro descumpriu orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), do Ministério da Saúde e de normas de estados e municípios quanto à adoção de medidas de prevenção de contágio do coronavírus

O pedido lembra que a experiência em outros países demonstra que grande parte da população terá contato com o vírus, mas que, ainda assim, é preciso tomar medidas para reduzir a velocidade de contágio, de forma a impedir que o sistema de saúde entre em colapso.

“As atitudes mesquinhas do denunciado resguardam apenas os interesses escusos do capital, no que se olvida que a fatura da pandemia da Covid-19 não pode ser paga com vidas alheias, em patente desrespeito a direitos individuais e sociais”, afirma o texto.

O documento estabelece que as condutas de Bolsonaro “encerram um atentado contra o exercício dos direitos individuais e sociais, ao passo que também violam patentemente as garantias individuais e os direitos sociais assegurados pela Constituição Federal de 1988”.

O pedido se soma aos demais que estão na Câmara. Maia, hoje rompido com Bolsonaro, é o responsável por analisar de forma monocrática se dá ou não sequência aos pedidos de impeachment. Ele não tem prazo para tomar essas decisões.

Caso seja dada sequência, o caso é analisado por uma comissão especial e, depois, pelo plenário da Câmara. Somente com o voto de ao menos 342 dos 513 deputados é autorizado que o Senado abra o processo.

Nesse caso, Bolsonaro seria afastado até a conclusão do julgamento –ele perderia o mandato caso pelo menos 54 dos 81 senadores votassem nesse sentido.

O Brasil já teve dois episódios de impeachment: o de Fernando Collor (1992), que renunciou antes da decisão final do Senado, e o de Dilma Rousseff (2016).

Saúde no Brasil pode perder R$ 9,46 bi em 2020 por conta da regra de teto de gastos

Se a proposta orçamentária para gastos em 2020 enviado em agosto pelo governo for aceita pelo Congresso, a saúde vai perder R$ 9,46 bilhões. Segundo levantamento feito pelo G1, tendo como base a regra de teto de gastos admitida em 2017, no governo Temer, a Secretaria de Orçamento Federal, ligada ao Ministério da Economia, sugeriu R$ 122,9 bilhões para a pasta no ano que vem, quando, pela regra anterior deveria ser de R$ R$ 132,3 bilhões

De acordo com a publicação, esse valor é R$ 920 milhões acima do mínimo fixado pela regra vigente do teto de gastos públicos, que é o valor do piso feito pela correção da inflação do ano anterior. Anteriormente, o valor mínimo do piso que deveria ser destinado à saúde em 2020 era de 15% da receita corrente líquida – estimada, na proposta de orçamento, em R$ 882,4 bilhões para o próximo ano.

Essa destinação menor de recursos para saúde no ano que vem, só se confirmará se o Congresso Nacional aprovar os valores propostos pelo governo.

POLÍTICA: Bolsonaro desmente revista e nega saída do PSL

O presidente Jair Bolsonaro negou sua saída do PSL, após a notícia ser divulgada  por alguns veículos de imprensa. Em entrevista ao site O Antagonista, ele assumiu que não está satisfeito com o partido, que atualmente é comandado por Luciano Bivar , e que não quer esvaziar o partido.

“O que faço é uma reclamação do bem”, disse.

Bolsonaro também explicou, durante esta quarta-feira (9), o motivo de ter exposto o presidente nacional do PSL. Segundo ele, Bivar ‘está por baixo’.

“O rapaz falou que era candidato a vereador. Se começar a vincular nome a partido, à minha imagem, pode ter problema de campanha antecipada. Ninguém tem que se antecipar como candidato, cria ciúmes. Quando falei que ele (Bivar) estava queimado, é que ele não está bem no estado dele”, declarou.

PORTO SUL: Ferrovia é destacada por Bolsonaro

O governo federal está terminando os preparativos para conceder à iniciativa privada o primeiro trecho da Ferrovia Oeste-Leste, entre Caetité e Ilhéus, em 2020, e adiantando bem o segundo trecho. A ideia original prevê a extensão da linha até o Tocantins, integrando-a à Norte-Sul.

Isto vai conectar o litoral e o portos baiano de Ilhéus à produção do interior do Brasil. “Vamos de semana nova: obras da Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia, com operações em diferentes frentes. Construção de viadutos, lançamento de dormentes, terraplenagem e recuperação de passivos”, postou o presidente Jair Bolsonaro.

A ferrovia escoará o minério de ferro produzido na região de Caetité e a produção de grãos e minério do Oeste da Bahia pelo Porto Sul, complexo portuário a ser construído em Ilhéus. De Ilhéus a Caitité, dois dos cinco trechos já estão concluídos, um está 89,6% pronto, um com 73,6% e o mais atrasado com 29,1%.

Já a extensão entre Caitité e Barreiras só tem um trecho concluído. Um está em 34,2%, um com 13,7% e um com 40,5%. A primeira etapa, para Ilhéus, tem 537 Km e terá o edital divulgado no quarto trimestre deste ano e o leilão no primeiro de 2020. O critério será o maior valor de outorga e o investimento para concluir a Fiol, R$ 1,6 bilhão.

Política: PSL é quase “réu confesso”, diz Coronel sobre uso de fake news na eleição de Bolsonaro

POR: BNEWS

Presidente da CPMI das Fake News, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) disse que o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, está usando seu “direito de espernear” ao afirmar que o colegiado foi instaurado com objetivo de prejudicar Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o comportamento de setores do partido em relação à CPMI é de quem é “réu confesso”.

“O PSL colocou no colo que a CPMI é para prejudicar a Presidência da República, Não é nada disso. Acho que proteger crianças, marcas, cyberbullying, retirar do ar perfis falsos não vai atingir o presidente. mas eles são quase réus confessos, praticamente admitindo que o atual presidente da República se elegeu por força de perfis falsos e fake news. Mas vamos apurar isso na CPMI e quem fez alguma coisa que pague”, declarou o senador em entrevista ao BNews nesta quinta-feira (26).

Coronel também explicou o motivo da convocação da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Maria Weber, para depor na comissão. “O caso da ministra Rosa Weber é que ela é presidente do TSE, existe inquérito no TSE sobre as eleições e queremos saber o que o tribunal conseguiu apurar até o momento”, afirmou. Em votação na quarta (25), deputados e senadores aprovaram a convocação de 85 pessoas para comparecimento ao colegiado.

POLÍTICA: Bolsonaro sobre indicação para a PF: “Quem manda sou eu”

POR: TERRA

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 16, que “ficou sabendo” que quem assumirá a chefia da Polícia Federal no Rio de Janeiro será o chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva. A afirmação vem um dia depois de a PF divulgar que o superintendente da corporação em PernambucoCarlos Henrique Oliveira Sousa, é quem substituiria o chefe da PF no RioRicardo Saadi. A informação foi antecipada em reportagem doEstadão/Broadcast.

“O que eu fiquei sabendo… Se ele resolver mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu… deixar bem claro”, afirmou Bolsonaro. “Eu dou liberdade para os ministros todos. Mas quem manda sou eu”, reforçou. “Está pré-acertado que seria lá o de Manaus“, afirmou, sem esclarecer a quem se referia.

Na quinta, Bolsonaro alegou “questões de produtividade” e “um sentimento” para tirar Saadi do comando da PF no Rio. Questionado se havia partido dele mesmo a decisão, Bolsonaro afirmou apenas que “não interessa o motivo”.

“Pergunta para o (ministro da Justiça, Sergio) Moro. Já estava há três, quatro meses para sair o cara de lá. Quando vão nomear alguém, falam comigo. Eu tenho poder de veto ou vou ser um presidente banana agora, cada um faz o que bem entende e tudo bem? Não.”

Bolsonaro também afirmou que Saadi “vai produzir melhor em outro lugar” e disse que não questionou a “falta de produtividade” do delegado. “Eu falei sobre produtividade e não falta de produtividade”, disse.

Ainda na quinta, o presidente falou sobre sua decisão ao comentar mudanças na Receita Federal. Na sexta, ele afirmou que se tiver que mudanças no órgão, fará.

PF respondeu a Bolsonaro

Polícia Federal afirmou, em nota divulgada na quinta, que a saída do delegado Ricardo Saadi da Superintendência do órgão no Estado do Rio de Janeiro não tem qualquer relação com desempenho. A PF informou que a mudança já vinha sendo planejada há alguns meses e o motivo principal é o desejo do superintendente atual de ir para Brasília, além de ser uma troca normal no cenário de um novo governo que assumiu. Não foi informado oficialmente que cargo ele ocuparia na capital federal.

A definição dos superintendentes regionais é de responsabilidade apenas do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O órgão é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Sergio Moro.

POLÍTICA: Com fundo partidário de meio bilhão de reais, PSL aposta em capitais nas eleições de 2020

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e o fundador do PSL, Luciano Bivar

O PSL vai concentrar os recursos dos fundos eleitoral e partidário na disputa a prefeituras em capitais e municípios com importância regional ou com mais de 500 mil habitantes. O partido do presidente Jair Bolsonaro é, ao lado do PT, o que mais vai ter dinheiro público para gastar nas eleições municipais do ano que vem. A previsão é de que a legenda tenha meio bilhão de reais e ambiciona, com isso, conquistar pelo menos dez grandes cidades, segundo o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE).

Apesar de ter o posto mais alto da República e a segunda maior bancada da Câmara, o PSL ainda é “nanico” no País. Das 5.464 cidades que tiveram disputas nas eleições passadas, a legenda ganhou apenas 30. A maior é São João del-Rei (MG), que tem menos de 100 mil habitantes. “Não podemos achar que vamos ganhar em todos os lugares só porque o presidente vai estar na foto. Ele vai ser fundamental, mas temos que ter uma estratégia”, afirmou Bivar.

As duas maiores capitais, São Paulo e Rio, estão entre as prioridades da legenda e devem receber a maior fatia do bolo. Os demais gastos serão decididos em pesquisas locais e entre deputados e senadores do PSL.

O maior desafio será expandir o PSL pelo Nordeste, na avaliação de Bivar. O partido quer conquistar pelo menos uma capital na região e uma cidade importante do interior de PernambucoCeará ou Bahia. “Para diminuir o poder da esquerda”, afirmou ele ao Estado.

Em uma reunião a portas fechadas na semana passada, Bivar ofereceu a Bolsonaro voz mais ativa na indicação de dirigentes do partido nos Estados e de nomes para disputas locais.

O dirigente não ouviu do presidente nem que sim nem que não. Apenas conseguiu a promessa de que ele gravará um vídeo para ser divulgado no dia 17 convidando interessados a se filiar ao PSL. A legenda espera aumentar de 362 mil para um milhão o número de filiados.

O partido já anunciou a intenção de priorizar candidaturas próprias no Rio e em São Paulo. Nos dois Estados, caberá aos filhos do presidente a escolha do candidato. O senador Flávio Bolsonaro comanda o diretório fluminense e já escolheu onde vai gastar os recursos. Serão nove candidaturas em municípios estratégicos do interior e da região metropolitana, além da capital, onde o deputado estadual Rodrigo Amorim vai concorrer. Amorim ficou conhecido por destruir uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no ano passado.

Em São Paulo, o diretório é comandado pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que não decidiu o nome para a disputa da capital. A deputada Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso, é cotada, mas está longe de ser consenso. Dois empecilhos estão no seu caminho. O primeiro seria o senador Major Olímpio, que quer fazer um nome seu no comando da capital. O segundo, mais complicado, seria o próprio filho do presidente.

Indicado ao cargo de embaixador do Brasil nos EUA, Eduardo quer deixar o deputado estadual Gil Diniz no comando da legenda em São Paulo. Gil já se mostrou publicamente contrário ao nome de Joice. O grupo político de Eduardo gostaria de ter o apresentador de TV José Luiz Datena na disputa.

POR: TERRA

POLÍTICA: Governador da Bahia chama governo federal de “caloteiro”

POR: TERRA

Após ter desistido na última semana de inaugurar o Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, ao lado do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), o governador da BahiaRui Costa (PT), pousou pela primeira vez na pista, na manhã desta quinta-feira, 1.º, e criticou o chefe do Palácio do Planalto, insinuando que ele “não tem trabalho para apresentar”, além de acusar o governo federal de “dar calote” no Estado em obras que estão em andamento.

Em um discurso para plateia de apoiadores e correligionários, Costa afirmou que o “calote” soma uma dívida de R$ 520 milhões. “São obras que eles desejavam que eu parasse por falta de pagamento”, disse. “Mas eles não sabem ou esqueceram que o governador nasceu na favela, em um bairro chamado de Liberdade, e que meus ombros e minhas costas são curtidas e amadurecidos pela vida. Então, se eles acham que vão maltratar o povo da Bahia, dando calote no Estado para eu parar as obras, eles estão enganados”, discursou.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do governo da Bahia, dos R$ 520 milhões citados pelo governador no montante do “calote” alegado por ele, R$ 237 milhões são referentes aos corredores transversais de transporte coletivo (linhas azul e vermelha), R$ 132 milhões dizem respeito às obras do metrô Salvador-Lauro de Freitas e o restante está dividido em obras de contenção de encostas e intervenções na área de saúde. O governo prometeu detalhar as obras de encostas e da saúde com seus devidos valores e enviar para a reportagem, mas não o fez até a publicação deste texto. Procurada, a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República disse que não se manifestaria a respeito das declarações do governador Rui Costa.

A viagem do petista tinha o objetivo de inaugurar a Policlínica Regional de Saúde, mas ganhou explícito teor de ato político diante do esquema montado e da quantidade de apoiadores, que lotaram a frente do aeroporto uma semana após Bolsonaro passar por lá.

Um grupo expressivo de prefeitos da região e de deputados federais e estaduais da base política do governador, além de secretários das principais pastas do seu governo, aguardavam a chegada de Rui Costa.

O governador fez questão de transitar na área comum do aeroporto, até chegar à porta de saída do equipamento público, onde encontrou o grupo que o recepcionou. “Todos que não têm trabalho próprio para apresentar prefere falar dos outros”, afirmou Costa, logo após a chegada, ao ser questionado por jornalistas sobre a polêmica com Bolsonaro e com aliados locais envolvendo o aeroporto.

Ele definiu a situação como “disse-me-disse da política” e alfinetou Bolsonaro, sem citar o presidente nominalmente, ao dizer que “tem pessoas que nasceram com vocação de trabalhar e tem pessoas que nasceram com vocação de falar”.

“Eu prefiro ao invés de falar das polêmicas falar o trabalho. Como tenho muita coisa para falar de trabalho, vou economizar tempo”, disse o governador da Bahia, que voltou a se referir ao governo federal e a Bolsonaro diversas vezes durante seu discurso.

Em um momento, disse que “tem gente que todos os dias no Brasil só faz ofender o povo das regiões, dos Estados” e que gostaria de ter visto o povo participando da inauguração do Aeroporto Glauber Rocha. Depois, endureceu o discurso ao citar o forte esquema de segurança usado pelo presidente da República na ocasião.

Aliado de Bolsonaro, prefeito de Vitória da Consquista não comparece a evento

O prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), aliado do presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, principal adversário político de Costa e alinhado nacionalmente a Bolsonaro, não apareceu ao evento de inauguração da policlínica.

“Esse daí não precisa de PM (Polícia Militar)”, gritou um dos correligionários no meio da multidão, em certo momento da chegada, que aconteceu por volta de 10h. Na sequência, Costa entrou em um ônibus e seguiu para a agenda oficial.

A frase trata-se de uma provocação ao presidente Bolsonaro, que reclamou publicamente porque, durante a inauguração oficial do Aeroporto Glauber Rocha, o governador baiano não enviou efetivos da Polícia Militar para fazer a segurança da comitiva presidencial.

Em resposta, o petista afirmou que “quem tem governo impopular não deve sair de casa” e chamou a inauguração do aeroporto de “palanque político-partidário”, além de afirmar que desistiu de participar porque não teve convites suficientes para seus correligionários.

Também pesou na desistência, à época, a declaração de Bolsonaro chamando os governadores do Nordeste de “paraíbas”, utilizando termo pejorativo comumente usado no Rio de Janeiro para referir-se à população nordestina.





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