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:: ‘Destaques’

Bafauê: Eliana deixa o SBT após 15 anos na emissora, saiba real motivo

Após quase 15 anos de uma trajetória marcante no SBT, a apresentadora Eliana anunciou sua saída da emissora. O comunicado foi feito nesta segunda-feira (1º), pelas assessorias dela e do SBT, surpreendendo fãs e colegas de trabalho.

“Após quase 15 anos à frente de um programa consolidado e de grande sucesso, Eliana decidiu que era o momento de uma nova fase com outros desafios profissionais, sem jamais esquecer os inúmeros dias de alegria, conquistas e aprendizados vividos na emissora”, afirma o comunicado oficial, sem detalhar quais são os novos rumos da apresentadora.

DESCUBRA O REAL MOTIVO

Segundo informações divulgadas por Fábia Oliveira, do Metrópoles, supostas desavenças nos bastidores entre Eliana e Patrícia Abravanel podem ter contribuído para a escolha da apresentadora de deixar a emissora.

De acordo com Fábia, existia um clima de rivalidade entre as duas, com Patrícia supostamente invejando o sucesso de Eliana tanto em termos de audiência quanto comercialmente. A situação teria se tornado insustentável para Eliana, que optou por tomar a decisão de deixar a emissora.

Além disso, segundo as informações divulgadas pela colunista, Patrícia Abravanel teria manifestado o desejo de ter um programa com seu nome, porém foi obrigada a permanecer à frente do programa do seu pai, Silvio Santos. O sucesso de Eliana teria deixado a relação entre as duas ainda mais abalada.

Quanto aos próximos passos de Eliana, Fábia Oliveira também adiantou que a apresentadora já tem planos em mente. Ela pretende descansar um pouco sua imagem e, em seguida, iniciar um projeto em parceria com o Globoplay e o canal fechado GNT. Caso o projeto seja bem-sucedido, há especulações de que Eliana possa integrar a grade aberta do Grupo Globo.

Ilhéus: Sem especulações, Marão já tem o seu sucessor

Após especulações e inúmeras suposições políticas, o prefeito de Ilhéus, Mario Alexandre, popularmente conhecido como Marão, finalmente confirmou seu apoio oficial ao pré-candidato Bento José Lima Neto. Ele confirmou ao Leo Novais Notícias na manhã desta sexta-feira, (22).

Um cara gestor, profissional. Conhece da máquina e será um bom prefeito! Disse Marão.

 

 

Bento Lima, advogado especializado em direito público, tem trilhado uma trajetória sólida e reconhecida no cenário político e administrativo da região. Com experiência em cargos de gestão e assessoria jurídica, Bento atualmente ocupa o cargo de Secretário de Gestão e Tecnologia de Ilhéus, além de ter atuado como Secretário de Administração do município entre os anos de 2017 e 2018. Ele também foi da Procuradoria Geral do município de Uruçuca, onde desempenhou um papel fundamental de 2013 a 2016.

Bento Lima também é reconhecido por seu engajamento comunitário e suas contribuições acadêmicas, tendo sido professor universitário em diversas áreas do direito, como Direito Empresarial, Direito Falimentar e Legislação Trabalhista, na UNIME em Itabuna.

Sua pré-candidatura à prefeitura de Ilhéus com o apoio público do atual prefeito Mario Alexandre, consolida ainda mais sua posição como um dos principais nomes na corrida eleitoral deste ano.

Daniel Alves: baiano enfrenta restrições financeiras após condenação por estupro

Apesar de possuir um patrimônio estimado em cerca de 60 milhões de euros (equivalente a R$ 324 milhões), o ex-jogador de futebol Daniel Alves, atualmente envolvido em um caso de estupro na Espanha, enfrenta dificuldades para acessar suas contas bancárias. Apesar de ter sido concedida liberdade provisória enquanto aguarda a decisão final do processo, Alves encontra-se impossibilitado de movimentar parte de seus ativos financeiros.

A fiança estipulada para sua liberdade foi fixada em 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,45 milhões). Caso não consiga efetuar o pagamento, ele poderá permanecer detido durante o transcorrer do processo legal. No entanto, o que impede o ex-jogador de acessar seus recursos financeiros?

A situação é decorrente de uma disputa judicial travada no Brasil com sua ex-esposa, Dinorah Santana, relacionada à pensão alimentícia dos filhos que compartilham.

Segundo a defesa de Dinorah Santana, os bens de Daniel Alves não foram totalmente bloqueados. “Esclarecemos que não há nenhum processo envolvendo Dinorah Santana e o ex-jogador Daniel Alves que trate de questão patrimonial, e que o único processo que envolve valores é a execução de alimentos, em favor dos filhos comuns”, afirmou Izabel Bajjani, advogada representante de Dinorah, em comunicado enviado ao Globo Esporte.

De acordo com os jornais La Vanguardia, El Periódico e ABC, o jogador tentou recorrer novamente a Neymar da Silva Santos, pai do atacante Neymar, para obter os valores da fiança. O empresário, no entanto, divulgou nessa quinta-feira (21/3) uma nota na qual nega a ajuda.

Bahia: mês novo, valor de botijão novo; veja o preço que começa a valer hoje

Os consumidores da Bahia estão enfrentando mais um aumento no preço do gás de cozinha, apenas um mês após o último reajuste. Segundo informações da Acelen, responsável pela administração da Refinaria Mataripe, a partir desta sexta-feira (1º), o preço do gás de cozinha será elevado em 8% para as distribuidoras.

Essa nova alta significa que as revendedoras repassarão o aumento diretamente para os consumidores finais. O Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia prevê que a diferença de preço será de cerca de R$ 5 a R$ 6, em média.

Este é o segundo aumento significativo em apenas um mês. O primeiro ocorreu em fevereiro, devido ao aumento na alíquota modal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o que resultou em um acréscimo médio de cerca de R$ 5 no preço do produto.

Com este novo aumento, o valor final do gás de cozinha pode ultrapassar a marca dos R$ 140 para os consumidores na Bahia.

A Acelen justificou o reajuste, explicando que os preços dos produtos da refinaria são determinados por critérios de mercado, que consideram variáveis como o custo do petróleo, a cotação do dólar e os custos de frete. Essa dinâmica de mercado pode levar a flutuações nos preços tanto para cima quanto para baixo.

Una: Jornada Pedagógica 2024 é marcada por emoção, homenagem e retrospectiva

Jornada pedagógica da cidade Una aconteceu hoje, 26, e contou com diversas autoridades. Estivemos presentes no evento, e pudemos constatar a emoção de todos durante a fala do secretário de educação, Rogério Borges, falando de estudantes que formaram pelo EJA, que correram atrás, depois de anos parados. Além disso, ele fala com os professores da rede municipal sobre a necessidade de marcar os seus alunos positivamente, para ser lembrado pelo resto da vida.

O secretário trouxe, além de tudo, um dado muito importante, mais de 46 milhões de foram investidos na educação de Una, de 2021 até o momento, com salários em dia, investimento nas escolas, na infraestrutura, salas climatizadas, veículos para as escolas.

Rogério, muito emocionado, lembrou de Aylla Santos, que faleceu aos 5 anos, devido um tumor cerebral, no ano passado.

 

Tiago Birschner, prefeito da cidade, esteve presente e deixou claro a importância dos profissionais da educação para o crescimento de Una. E ele ainda falou, que está em tom de despedida, já que este é o seu segundo mandato, consecutivo, como prefeito. Como prefeito, esta é a última jornada pedagógica que ele participa.

Vocês são referências na vida deles, e na essência do ensinamento que vocês transmitem, a própria existência de vocês já ensina.

Desde o início de seu mandato, foram 110% de valorização da sala de aula, e por conta disso, Una chegou ao melhor marca na área da educação da região.

Na cerimônia, o prefeito Tiago recebeu uma placa de reconhecimento por contribuir com o avanço educacional na cidade de Una.

 

Bafauê: Fátima Bernardes não é mais exclusividade da TV Globo

Nesta segunda-feira (26), uma notícia surpreendente ecoou nos sites de notícias e redes sociais: Após 37 anos, Fátima Bernardes deixa e TV Globo. Segunda a jornalista, em suas redes sociais, ao sair do “Encontro”, o seu contrato foi renovado por obra certa, o que isso quer dizer? Que a apresentadora, como outros artistas, serão contratados durante a produção da obra, no caso dela, foi renovado para os realities “The Voice Brasil e Kids”. Ao fim dos programas, ela informou que entregou 3 novos modelos de programas, e um deles está em produção, pela Globo, mas não sabe quando irá ao ar.

Até ele ficar pronto, vou tocando outros projetos paralelamente porque é o que amo fazer.

 

 

 

Para surpresa e alegria dos fãs, Fátima já tem um novo projeto à vista. A apresentadora carioca foi confirmada como parte da equipe da “Paris é Brasil”, um grupo de influenciadores que estará cobrindo os Jogos Olímpicos de Paris, marcados para julho deste ano. Sua experiência e talento prometem enriquecer ainda mais a cobertura desse evento esportivo de grande magnitude.

Vale ressaltar que Fátima Bernardes possui um extenso currículo na cobertura esportiva, tendo participado da cobertura jornalística de duas Olimpíadas, quatro Copas do Mundo e diversos Jogos Pan-Americanos ao longo de sua carreira.

Bafauê: Pedro Sampaio regrava o sucesso “vai no cavalinho” junto com Gasparzinho

Ontem, a praia do Porto da Barra em Salvador testemunhou um encontro inusitado entre dois astros da música brasileira. Pedro Sampaio, renomado DJ e produtor musical, foi flagrado desfrutando de momentos de lazer na famosa praia da cidade. Durante sua estadia, ele teve a oportunidade de se encontrar com Bryan, o vocalista da banda Gasparzinho.

A descontração do momento ganhou destaque nas redes sociais quando Pedro Sampaio compartilhou em seus stories o encontro. Enquanto trocavam ideias, Pedro não pôde deixar de mencionar a icônica música “Vai no Cavalinho” da banda Gasparzinho.

Relembrando os sucessos do passado, Pedro expressou seu desejo de colocar sua própria marca na música e gravar uma versão especial para o Carnaval. “Vai no Cavalinho” é uma canção que marcou época, e a colaboração entre Pedro Sampaio e Bryan promete trazer um novo formato para a música.

 

Acompanhe:

Bafauê: Ana Maria Braga chora no aniversário do Mais Você e revela preocupação da Globo

Ana Maria Braga iniciou o programa “Mais Você” desta quinta-feira (26) com uma edição especial comemorativa pelos 24 anos do programa. Ela deixou o estúdio habitual e solicitou à Globo que disponibilizasse a cobertura de seu prédio em São Paulo, um pedido que foi prontamente atendido.

Foto: Reprodução/TV Globo

Nos primeiros minutos do programa, Ana Maria Braga declarou: “E eu prometi que não iria derramar lágrimas. As emoções me tomam, e estava com os olhos marejados. A primeira vinheta, a abertura de 1999, é de arrepiar. Eu me lembro disso com tanta clareza porque havia muitas pessoas envolvidas para fazer o programa ir ao ar”. Ana também compartilhou a surpresa que teve quando o programa estreou, tornando-se um grande sucesso de audiência.

Foto: Reprodução/TV Globo

“A Globo tava muito assustada. A Globo estava assustada… Veio a moça com os ‘cabelos esquisito’, tava dizendo no contrato que eu queria fazer ao vivo. E aí não tinha programa ao vivo de variedades na época. Tinha só o Faustão de variedades e o jornalismo. E se ela começar a falar um monte de bobagem, como vamos fazer?” Ana Maria Braga sobre sua estreia na Globo em outubro de 1999

 

Bahia: “Escolhemos a Bahia porque queremos torná-la um Vale do Silício”, destaca CEO da BYD durante lançamento da fábrica em Camaçari

Nesta segunda-feira (9), a Bahia celebra mais um marco em seu crescente desenvolvimento econômico e social. A gigante chinesa da indústria automobilística, BYD, lança a pedra fundamental de seu complexo fabril na Bahia, onde produzirá veículos elétricos, caminhões elétricos, chassis de ônibus e processará lítio e ferro fosfato.

Foto: Joá Souza | GOVBA

Durante o evento realizado nesta segunda-feira (9), que marcou o lançamento da pedra fundamental das futuras fábricas da BYD na Bahia, Wang Chuanfu, fundador, presidente e CEO da BYD, fez um pronunciamento inspirador. Ele destacou que:

Foto: Joá Souza | GOVBA

 

“Vamos instalar centro de pesquisa nessa cidade, desenvolver novas soluções para a transição verde e novos jeitos de movermos veículos. O Brasil se tornará uma referência mundial no setor”

 

Durante o evento de lançamento, o governador Jerônimo Rodrigues destacou as diversas expectativas que o investimento gera. Para ele, a classe trabalhadora aguarda ansiosamente pela oportunidade de novos postos de emprego, os consumidores esperam pela chance de adquirir carros elétricos, e os ambientalistas veem a oportunidade de descarbonizar a economia do estado.

LGBT: Ativistas em Botsuana celebram descriminalização da homossexualidade

Faz duas semanas que ser gay ou lésbica não é mais crime em Botsuana.

No dia 11 de junho, o país tornou-se o segundo no continente africano a descriminalizar, neste ano, a homossexualidade (o vizinho ao norte, Angola, foi o primeiro).

Trechos dos artigos 164, 165 e 167 do Código Penal botsuanês foram eliminados — e, junto com eles, a pena de até 7 anos de prisão prevista no texto.

“Essa foi uma vitória tão grande para todos nós da comunidade LGBT”, diz Carmelo Yoko, artista e fotógrafa que mora em Tonota, uma pequena vila perto de Francistown, a segunda maior cidade de Botsuana.

Desde então, diz Carmelo, tudo está mais ou menos como sempre foi: tranquilo. O país, de 2,25 milhões de habitantes, tem uma cultura pacífica, cenário diferente da vizinha África do Sul, dizem ativistas.

Botsuana descriminalizou a homossexualidade em 11 de junho. — Foto: Rodrigo Sanches/G1Botsuana descriminalizou a homossexualidade em 11 de junho. — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Botsuana descriminalizou a homossexualidade em 11 de junho. — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Uma das maiores mudanças é que a descriminalização deve vir como uma forte mensagem à comunidade de Botsuana de que gays e lésbicas não podem ser ridicularizados ou perseguidos: é nisso que acredita Caine Youngman, ativista de direitos humanos em Gaborone, capital de Botsuana.

Acessar serviços de saúde também deve ficar mais fácil para a população LGBT: em alguns casos, relata Youngman, profissionais abriam escrituras da Bíblia, ridicularizavam ou tinham medo de oferecer ajuda, por temerem perseguição por auxiliar essas pessoas a irem contra a lei.

Além de ter o acesso a esses serviços dificultado, o ativista explica que muitos LGBTs sofriam violência doméstica em silêncio ou aceitavam chantagens porque não podiam ir à polícia, já que estar em relações com uma pessoa do mesmo sexo era crime. Outros faltavam às aulas ou deixavam a escola por causa de bullying, tornavam-se um fardo para a família e acabavam sem ter para onde ir, voltando-se à prostituição.

O ativista pelos direitos humanos em Botsuana Caine Youngman — Foto: Arquivo pessoalO ativista pelos direitos humanos em Botsuana Caine Youngman — Foto: Arquivo pessoal

O ativista pelos direitos humanos em Botsuana Caine Youngman — Foto: Arquivo pessoal

“[A mudança] também é um recado de que, se você acredita que está certo, pode ir ao tribunal, e a justiça vai prevalecer. [A decisão] nos dá fé e esperança no sistema judicial de Botsuana”, diz Youngman, que é gay e trabalha na ONG Legabibo, voltada para os direitos de lésbicas, gays e bissexuais de Botsuana e que só foi legalizada definitivamente em 2016.

Herança colonial

Os artigos do código penal de Botsuana que criminalizavam a homossexualidade são uma herança colonial. Entre 1885 e 1966, o país foi protetorado britânico e se chamava Bechuanaland. A própria Inglaterra já havia estabelecido, em 1533, que relações sexuais entre homens eram passíveis de morte.

O texto botsuanês não bania, explicitamente, relações entre pessoas do mesmo sexo, mas, sim, “ter conhecimento carnal de qualquer pessoa contra a ordem da natureza” ou tentar fazê-lo. Também proibia que “qualquer pessoa, em público ou privado, cometa qualquer ato de indecência com outra pessoa”. A palavra “privado” foi removida da legislação.

Apesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman — Foto: Arquivo pessoalApesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman — Foto: Arquivo pessoal

Apesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman — Foto: Arquivo pessoal

Apesar de não citar a homossexualidade, a norma só era aplicada, na prática, a casais gays, diz Youngman. Segundo o ativista, a última condenação pela lei foi em 2016, mas o homem que foi preso ficou na cadeia por apenas alguns meses. Ele foi contemplado com um perdão governamental distribuído a várias pessoas quando o país completou 50 anos de independência.

Mesmo assim, ficou com o registro na ficha. Ele não fala sobre o caso, segundo Youngman. E não é o único.

“As pessoas têm medo do tribunal, da mídia. Elas têm medo que, se esses casos se tornarem grandes, não consigam achar um emprego depois. Algumas delas não são assumidas. Elas optam por cumprir a pena [de até 7 anos]”, explica.

Em 2010, o país aprovou uma emenda às leis trabalhistas que proibiu demissões por causa de orientação sexual ou estado de saúde, inclusive quanto a ter ou não o vírus HIV.

Juiz contra a marginalização de minorias

Pessoas assistem ao julgamento da decisão que descriminalizou a homossexualidade em Botsuana no dia 11 de junho — Foto: Associated PressPessoas assistem ao julgamento da decisão que descriminalizou a homossexualidade em Botsuana no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Pessoas assistem ao julgamento da decisão que descriminalizou a homossexualidade em Botsuana no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

No dia 11, o juiz Michael Leburu, um dos que assinaram a decisão, declarou que “a dignidade humana é prejudicada quando grupos minoritários são marginalizados”.

Ele e outros dois colegas afirmaram, na sentença, que criminalizar relações sexuais entre adultos do mesmo sexo “perpetua o estigma e a vergonha contra homossexuais e os torna reclusos e isolados. As minorias, que são vistas pela maioria como desviantes ou párias, não devem ser excluídas ou ostracizadas. A discriminação não tem lugar neste mundo”.

A sentença foi comemorada no Twitter sob a hashtag #revoguem164, uma referência a um dos artigos que foram modificados. Youngman espera que a decisão contribua para reverter outras no continente africano, inclusive uma recente no Quênia que foi no sentido contrário e manteve a homossexualidade como crime.

Em Botsuana, mesmo com a mudança, o clima ainda é de cautela, dizem os ativistas.

Laone van Vuuren é formado em relações públicas e administra um serviço de bufê em Gaborone, Botsuana — Foto: Arquivo pessoalLaone van Vuuren é formado em relações públicas e administra um serviço de bufê em Gaborone, Botsuana — Foto: Arquivo pessoal

Laone van Vuuren é formado em relações públicas e administra um serviço de bufê em Gaborone, Botsuana — Foto: Arquivo pessoal

“Eu não diria que as pessoas têm medo de sofrer crimes de ódio, mas estamos cautelosos”, afirma Laone van Vuuren, que é formado em relações públicas, é gay e administra um serviço de bufê em Gaborone.

“Nós somos, de forma geral, uma sociedade conservadora, então nem casais hétero demonstram afeto em público com frequência. Não é comum, em Botsuana, ver casais se beijando na rua, sejam LGBT ou não”, afirma.

“Eu acho que o sentimento geral é de euforia e triunfo para a comunidade LGBT, assim como de apoio para as pessoas não-LGBT em Botsuana que acreditam na proteção de direitos humanos em todo o país”, diz Laone.

Ativistas pelos direitos LGBT comemoram decisão da Suprema Corte em Gaborone, Botsuana, no dia 11 de junho — Foto: Associated PressAtivistas pelos direitos LGBT comemoram decisão da Suprema Corte em Gaborone, Botsuana, no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Ativistas pelos direitos LGBT comemoram decisão da Suprema Corte em Gaborone, Botsuana, no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Mas nem todos estão satisfeitos com a decisão. Por ser um país cristão, explica o ativista, há reações contrárias. Segundo levantamento do Pew Research Center, de 2010, 64% da população do país é protestante, e 22%, católica.

Youngman, que cresceu em uma família católica, também acredita que a religião é um dos fatores que contribuem para o preconceito contra a população LGBT em Botsuana. O ativista da Legabibo relata que foi a diversas igrejas para tentar harmonizar sexualidade e fé.

“As igrejas tentavam me fazer mudar, elas fazem você acreditar que isso é possível. Mas, à medida que eu crescia, esses sentimentos ficaram mais fortes, e eu decidi me aceitar”.

Foi a partir dali que ele começou a se dedicar a defender os direitos humanos no país. “Eu não queria que outras pessoas passassem pelo que eu passei”, diz.

A família, por outro lado, aceitou bem saber que ele é gay. Quando veio a público com sua sexualidade, relata Youngman, ele era um dos poucos homens abertamente gays no país, e vários LGBTs o procuravam em busca de ajuda. O ativista acabava abrigando pessoas na casa onde morava, na época, com a mãe.

Pessoas comemoram mudança na lei de Botsuana que descriminalizou a homossexualidade no país no dia 11 de junho — Foto: Associated PressPessoas comemoram mudança na lei de Botsuana que descriminalizou a homossexualidade no país no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Pessoas comemoram mudança na lei de Botsuana que descriminalizou a homossexualidade no país no dia 11 de junho — Foto: Associated Press

Entre as dificuldades enfrentadas pela população LGBT do país está, por exemplo, a mudança de gênero em documentos oficiais de pessoas trans, o que pode dificultar oportunidades de emprego ou que elas viajem para fora do país.

Em uma decisão histórica do tipo, de outubro de 2017, a Suprema Corte de Botsuana permitiu a um homem trans botsuanês mudar de gênero nos documentos, depois de uma batalha judicial que durou 10 anos, segundo a agência de notícias Reuters.

Já os atos de violência costumam acontecer com mais frequência em lugares isolados, relata Youngman. “As pessoas não são de criar confronto, elas evitam dizer coisas na sua cara”, diz.

Apesar de serem incomuns, segundo os ativistas, incidentes em que há violência física também ocorrem. Em novembro do ano passado, uma mulher trans foi agredida na porta de uma boate em Gaborone, em público, e a ação foi filmada e postada em redes sociais.

Carmelo Yoko é fotógrafa e artista em uma pequena vila perto de Francistown, segunda maior cidade de Botsuana — Foto: Arquivo pessoal/SetabaneCarmelo Yoko é fotógrafa e artista em uma pequena vila perto de Francistown, segunda maior cidade de Botsuana — Foto: Arquivo pessoal/Setabane

Carmelo Yoko é fotógrafa e artista em uma pequena vila perto de Francistown, segunda maior cidade de Botsuana — Foto: Arquivo pessoal/Setabane

“Em Botsuana, a violência tende a ser mais verbal do que física, como no Facebook ou no rádio”, diz Carmelo Yoko, que é lésbica. “O estupro corretivo, por exemplo, acontece aqui às vezes também, mas não é tão comum quanto na África do Sul”, diz a artista.

O termo “estupro corretivo” é usado quando o crime é cometido com o objetivo de controlar o comportamento social ou sexual da vítima.

Para Carmelo, ainda é cedo para dizer se a situação no país melhorou ou piorou. “O que posso dizer é que, até agora, não há muita diferença. Somos, agora… bom, acho que não somos ilegais — não somos mais criminosos. Mas isso é só um passo na direção certa”, ressalva.

Mesmo com a descriminalização em Botsuana, a homossexualidade continua sendo crime em 32 dos 54 países da África. Em 4 deles — Mauritânia, norte da NigériaSomália Sudão — é passível de morte, segundo levantamento da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo.

Ser gay ainda é crime em 32 dos 54 países da África, mesmo após a descriminalização em Botsuana — Foto: Juliane Monteiro/G1Ser gay ainda é crime em 32 dos 54 países da África, mesmo após a descriminalização em Botsuana — Foto: Juliane Monteiro/G1

Ser gay ainda é crime em 32 dos 54 países da África, mesmo após a descriminalização em Botsuana — Foto: Juliane Monteiro/G1

No Egito, apesar de a homossexualidade não estar prevista em lei como crime, é considerada assim “de fato”.

No continente africano, o único país que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo e lhes dá garantias constitucionais é a África do Sul, onde a legislação foi aprovada em 2006.

FONTE: G1





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