O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à presidência da República pelo PT, em evento em Diadema (SP), neste sábado (9.jul), prometeu acabar com o teto de gastos e afirmou que o brasileiro quer “fartura de emprego, comida e respeito”. Lula garantiu que se for eleito “o povo vai voltar a comer churrasco sim, e vai comer três vezes por dia”.

O petista criticou as medidas anunciadas pelo governo federal como o aumento do Auxílio Brasil, que turbinou o benefício de R$ 400 para R$ 600 até o fim do ano. Lula disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) piorou as condições de vida no país e alertou eleitores.

“Ele acha que vai comprar dando um programa para seis meses. Se o dinheiro cair na conta de vocês peguem e compre o que comer. E na hora de votar, dê uma banana neles, e votem pra gente mudar a históra desse país. Não recuse o dinheiro não, se cair, pegue”, disse Lula.

Sem detalhar as propostas, o ex-presidente também voltou a repetir que vai “colocar o pobre no orçamento do estado e vamos colocar o rico no imposto de renda, para ele aprender a pagar o imposto sobre lucros e dividendos, coisa que eles nao pagam”.

O discurso foi durante o ato em defesa da democracia, contra a fome e por emprego e moradia, que foi organizado por partidos de esquerda que integram a coligação Vamos Juntos pelo Brasil: PT, PCdoB, PV, PSOL, PSB, Solidariedade e Rede.

No evento de apoio à pré-campanha de Lula e de Fernando Haddad, ao governo de São Paulo e Mário Fraça, na corrida por uma vaga ao Senado, o ex-presidente ao citar o pré-candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), disse que a proposta da união é “juntar os diferentes e os divergentes para derrotar os antagônicos”.

Lula ainda ressaltou a necessidade da eleição de candidatos de esquerda para compor a base aliada no Congresso. “É muito importante a gente eleger deputado, mas é muito mais importante saber que tipo de deputado estamos elegendo, qual compromisso que essa pessoa tem e o que ela pensa do conjunto da sociedade brasileira”, destacou.

França e Haddad

Durante o evento em Diadema, lideranças aliadas repercutiram o recuo do ex-governador Márcio França, que anunciou na 6ª feira (8.jul) que desistiu de ser candidato ao governo do estado de São Paulo. Ele abriu mão da disputa com Fernando Haddad para se lançar ao Senado e foi elogiado publicamente. Alckmin garantiu: “Nós vamos trabalhar pelo Márcio França” e agradeceu.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) um dos coordenadores da campanha de Lula, afirmou que França “compreende a necessidade da unidade política que está sendo construída, que é a unidade política para vivermos – nos proximos dias, os mais importantes dias da nossa existência”, pontuou Randolfe.

“Márcio, aguardo você no Senado da República assim como o vigia espera pela aurora”, disse Randolfe.

França agradeceu o apoio e voltou a repetir que “tinha se comprometido a apoiar o candidato que estivesse mais bem colocado nas pesquisas ao governo” — Haddad lidera a disputa, segundo os últimos levantamentos. “São Paulo é tão importante que não dá para correr risco. Se São Paulo erra um pouquinho, essa diferença já faz uma montanha de diferença lá na frente. Qualquer 10% em São paulo dá dois milhões de votos a mais ou a menos, e aí não tem saída. Nós temos que fazer o Lula vencer em São Paulo” afirmou Márcio França.