Intervalo para a nova dose de reforço para imunocomprometidos também vai ser de quatro meses| Myke Sena/Ministério da Saúde/SBT NEWS

O Ministério da Saúde anunciou, nesta 2ª feira (20.dez), que vai liberar mais uma dose de reforço, a quarta dose, da vacina contra covid-19 para pessoas com baixa imunidade – os chamados imunossuprimidos. Além disso, a pasta anunciou que o tempo para dose de reforço – a 3ª dose – será menor, passando de cinco para quatro meses. O prazo deve contar a partir da data da segunda dose do imunizante.

Pessoas que receberam a vacina Janssen contra a covid-19 e têm 18 anos ou mais, devem receber uma dose de reforço pelo menos 2 meses após receber o esquema primário de vacinação com uma dose.

A redução do intervalo para a dose de reforço foi anunciada no último sábado (18.dez) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O intervalo para a quarta dose de vacina para imunossuprimidos vai ser também de quatro meses, contados a partir da primeira dose de reforço. São considerados pacientes imunocompremetidos:

  • os portadores de imunodeficiência primária grave;
  • quem está fazendo quimioterapia para câncer;
  • transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras;
  • pessoas vivendo com HIV/AIDS;
  • pacientes em uso de corticóides em doses de 20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por 14 dias;
  • pessoas que usam drogas modificadoras da resposta imune (o Ministério da Saúde divulga uma tabela com essas medicações);
  • pacientes com condições auto inflamatórias e doenças intestinais inflamatórias;
  • pacientes em hemodiálise;
  • pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

Gestantes e puérperas, de até 45 dias pós-parto, deverão receber uma dose de reforço, preferencialmente com o imunizante Comirnaty/Pfizer, a partir de 5 meses do esquema primário. Vacinas de vetor viral (AstraZeneca e Janssen) não são recomendadas para o uso em gestantes.

A nota foi assinada pela secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo.