Crédito foto: Linha de Frente/crédito de reportagem: Aratu on

O ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) assumiu que tem mantido conversas com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), sobre as eleições 2022. O pedetista é pré-candidato à Presidência da República e o democrata ao Governo da Bahia.

“Nós estamos numa fase em que está todo mundo conversando com todo mundo. Não há nada conclusivo entre ninguém com ninguém. O STF adiantou em quase dois anos o processo eleitoral com a decisão a favor do Lula. Tenho conversado, sim, com ele, quem conduz essas conversas é o presidente Carlos Lupi”, disse o ex-ministro durante coletiva concedida a jornalistas baianos.

De acordo com Ciro, as conversas têm o objetivo de “criar uma amplíssima frente para disputar” o pleito. “PV, PDT e Rede, esse grupo pretende conversar com outras frentes mais à direita, para dar base para as reformas que o Brasil precisa. Ninguém sabe com que partidos contará, nem eu, nem o Bolsonaro, nem o Lula, porque isso só se definirá por volta de abril do ano que vem”.

Ciro também provocou o senador Jaques Wagner, que recentemente disse que o pedetista tem tensionado as relações.

“Nós precisamos pedir permissão ao grande patrão para disputar eleição? É um disparate. O PDT está tentando construir um caminho, não vamos tomar de ninguém. Vamos sugerir que não voltem ao passado. O PT governou o Brasil por quatro eleições e não fizeram uma reforma. Perdão, Jaques Wagner, quero só poder falar para o povo nossas ideias. Aqui na Bahia nós temos muita confiança em Felix Mendonça. O PDT ajudou Rui Costa e Jaques Wagner lá no passado e não nos arrependemos disso, mas nós queremos olhar para o futuro”.

Ciro Gomes também explicou porque decidiu se posicionar contra o ex-presidente Lula. “Eu nunca vi uma situação tão grave como tenho visto hoje. O Bolsonaro roubava dinheiro da gasolina do gabinete dele e de repente vira presidente do Brasil. Haveria Bolsonaro se não fosse a profunda contradição econômica que o Lula produziu? Vou arcar com as consequencias da minha posição. Eu ajudei o Lula, mas ele está tomado de ódio, o que ele pode fazer para o Brasil agora que ele não fez nos últimos anos? Eu acredito que nada”.