O auxílio emergencial será prorrogado por ao menos mais dois meses. O anúncio foi feito na noite de 3ª feira (8.jun) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Com a medida, os pagamentos do benefício ficam previstos para até setembro.

Além dos dois novos meses, o governo indica a possibilidade de prorrogar por mais tempo, a depender da evolução da vacina contra covid-19 no Brasil. Antes, o auxílio estava definido para terminar em julho.

“Todos os governadores estão dizendo que toda a população adulta estará vacinada no final de setembro. Se isso não acontecer, a gente estende o auxílio emergencial. Nós estamos estendendo para agosto e setembro. Se for necessário, estenderemos mais”, disse Guedes.

Não foram divulgadas informações referentes aos valores e como funcionará a prorrogação. O pagamento médio do benefício atualmente é R$ 250, com variações a depender das famílias.

O titular da economia também disse que quem decidirá os prazos será o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). E afirmou que após a prorrogação, o governo deverá ter foco em um novo programa social para ocupar o lugar do Bolsa Família. Ainda não há detalhes sobre como funcionará esse programa.

Recurso para o auxílio

O ministro afirmou ainda que a prorrogação do benefício virá após abertura de crédito extraordinário. “O auxílio emergencial são R$ 9 bilhões por mês. Então, seriam R$ 18 bilhões por dois meses. Só que R$ 7 bilhões já estão lá de remanescente do auxílio emergencial do ano passado. Precisaríamos de R$ 11 bilhões, que viriam por crédito extraordinário”, declarou.

As falas do ministro ocorreram durante conferência virtual do Bradesco BBI em Londres.