Localizada no pescoço, a tireoide ajuda o organismo a regular o peso, o humor e até os órgãos do corpo, por meio dos hormônios que ela produz.

Quando trabalha de forma mais lenta ou mais acelerada, pode causar sintomas que refletem até nas unhas e fios de cabelo. Um dos sinais mais visíveis do hipotireoidismo, por exemplo, é o ganho de peso, resultado de um metabolismo mais lento e da retenção de líquidos.

Ela está no centro de tudo!

A tireoide é uma glândula que produz hormônios essenciais para o funcionamento do organismo em todas as etapas de nossas vidas, afetando o desenvolvimento e crescimento nas crianças, o nosso metabolismo, a função de diversos órgãos, e até mesmo a fertilidade de homens e mulheres.

Quando ocorre o HIPOTIREOIDISMO, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente. Outros sintomas são: diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue.

Já no HIPERTIREOIDISMO, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.

A diversidade e a inespecificidade desses sintomas dificulta o diagnóstico, que deve ser feito por um profissional.

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O Dia Internacional da Tireoide é comemorado em 25 de maio e foi criado para conscientizar a população da importância da detecção precoce e tratamento das doenças tireoidianas.

O Endocrinologista, Luís Antônio de Lima Andrade (CRM 23.270) explica a importância de cuidar da tireoide e sua relação com diversos aspectos da nossa vida:

1. Quais os sintomas mais comuns de problemas de tireoide?

Os sintomas de doenças da tireoide vão variar de acordo com o tipo de alteração. No caso do hipertireoidismo há um excesso na produção dos hormônios e o contrário acontece no hipotireoidismo. Esses hormônios têm relação com o metabolismo e os estímulos ao cérebro, coração e órgão do corpo, ele é basicamente um hormônio estimulante. Quando há uma baixa desses hormônios há sintomas como apatia, perda de memória, queda de cabelo, unhas frágeis e o ganho de peso. É muito importante frisar que alterações de tireoide no hipotireoidismo tem pouca alteração no ganho de peso, são cerca de 2kg em média. Já no hipertireoidismo há taquicardia, aceleração do metabolismo, perda de peso, irritabilidade e insônia.

2. Em que casos os adultos devem desconfiar de problemas da tireoide em crianças?

As alterações na tireoide em crianças são incomuns, mas é importante que os pais estejam atentos, pois a redução dos hormônios na tireóide pode levar a criança a ter prejuízo no crescimento e desenvolvimento. Sinais de alerta são crianças com baixa estatura e que estão com dificuldade escolar e baixo desempenho no aprendizado.

3. Quais os cuidados adicionais que uma pessoa com problemas de tireoide deve ter caso pegue COVID-19?

No contexto da COVID-19, às pessoas com distúrbios da tireoide devem controlar seus níveis hormonais com medicamentos, ajustando as doses com seu médico, para que haja um equilíbrio hormonal. Enquanto a tireoide estiver equilibrada, não haverá problemas. No entanto, se o desequilíbrio foi grande, isso pode acarretar em uma resposta imunológica mais frágil frente à COVID-19.

4. Pessoas com nódulos na tireoide fazem parte do grupo de comorbidades para vacina contra o coronavírus?

Pessoas com nódulos na tireoide não fazem parte do grupo de risco! A grande maioria desses nódulos não tem repercussão na saúde e são benignos, ou seja, não vão virar um câncer. Esses nódulos não conferem à pessoa uma comorbidade.

5. Como os problemas na tireoide influenciam na fertilidade dos homens e mulheres?

Principalmente o hipotireoidismo, pode levar a uma redução da fertilidade. No homem, prejudica a quantidade e qualidade dos espermatozoides e, na mulher, dificuldade a ovulação e a implantação do óvulo no útero (processo natural). Também há um maior risco de aborto espontâneo e parto prematuro, além de bebês com baixo peso ao nascer. Antes de engravidar, é importante fazer um rastreio da função tireoidiana, principalmente para pessoas com infertilidade já comprovada.