Pela primeira vez desde 30 de julho do ano passado, a Inglaterra passou 24 horas sem uma única confirmação de morte por causa da Covid-19. No mesmo período, Escócia e Irlanda do Norte também não registraram óbitos relativos à doença. No País de Gales, 4 pessoas morreram.

Depois de quase 130 mil mortos, o Reino Unido está prestes a virar a página da maior tragédia da história recente do país. Hoje, o governo britânico reduziu o nível do alerta nacional para o novo coronavírus de 4, em que o nível de transmissão é considerado alto e exponencial para 3, em que o perigo é menor, mas o vírus ainda está em circulação geral.

Também nesta 2ª feira (10.mai), o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou que o país atingiu os 4 pontos necessários pra avançar no processo de reabertura. Além da redução do número de casos, mortes e hospitalizações, o país também consegue, por enquanto, controlar a circulação das variantes mais perigosas do novo coronavírus.

Museus e Abraços

A partir da próxima 2ª feira, 17 de maio, bares e restaurantes poderão atender clientes nas áreas internas. Os encontros em ambientes fechados ainda terão um limite. Cada grupo poderá de 6 pessoas que venham, no máximo, de dois endereços diferentes.

Museus, cinemas e teatros também abrem as portas. Alguns estão fechados há mais de um ano.

O governo britânico também lembrou que os abraços serão liberados, mas recomendou cautela. “Espero que as pessoas tenham cuidado e bom senso”, disse hoje o primeiro-ministro Boris Johnson. “Pensem se a pessoa já foi vacinada”.

As vacinas funcionam

Dois terços dos adultos do Reino Unido já tiveram ao menos uma dose da vacina. Os britânicos começaram a sua campanha em 8 de dezembro, depois de uma estratégia bem sucedida de compra e produção de imunizantes.

No grupo de quase 36 milhões de pessoas que receberam a primeira dose, o número de mortes foi entre 75 e 80% menor. Os casos sintomáticos da Covid-19 tiveram uma redução de 55% a 75%. E a quantidade de internações também ficou entre 75 e 85% menor. Hoje, há 1.152 pessoas com a Covid-19 internadas no Reino Unido.

Os resultados divulgados hoje mostram o porquê do otimismo do governo, que considera a reabertura “cautelosa, mas irreversível”.