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:: 5/maio/2021 . 21:37

Bolsonaro sugere que covid-19 foi criada em laboratório chinês

Sem citar a China, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu, nesta 4ª feira (5.maio), que a covid-19 tenha sido criada em um laboratório do país. Além disso, Bolsonaro insinuou que o mundo esteja enfrentando uma guerra química.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou por algum ser humano que ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica ou radiológica. Será que estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Eu não vou dizer para vocês”, disse em evento no Palácio do Planalto.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a China foi a nação com o maior crescimento econômico em 2020, tendo aumentado 2,3% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

No mesmo discurso, que ocorreu no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que poderia publicar um decreto para reverter medidas de isolamento social impostas por prefeitos e governadores. Além disso, chamou de canalhas quem se opõe ao tratamento precoce contra o novo coronavírus.

OMS

No começo do ano, uma missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi a Wuhan, cidade chinesa onde foi registrado o primeiro caso do novo coronavírus no planeta. As investigações concluíram ser “extremamente improvável” que o vírus tenha vazado de algum laboratório da cidade.

Eduardo Salles visita Ilhéus e comemora início das obras de reforma da 13ª CIRETRAN

Na foto: Cacá Colchões, o deputado estadual Eduardo Salles e o vereador Aldemir Almeida

 

O deputado estadual, Eduardo Salles, participou de um encontro com a base progressista de Ilhéus liderada pelo presidente municipal, Cacá Colchões, e pelo vereador Aldemir Almeida.

Respeitando as medidas de segurança contra o coronavírus, o membro da Frente Parlamentar do Setor Produtivo destacou sua trajetória na vida pessoal e política, as ações de seus mandatos para a cidade, como o beneficiamento de 300 mil alevinos e a conquista da escada margirus para o 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Ilhéus, o investimento do Detran e sua participação nas lutas de importantes equipamentos, a exemplo duplicação da rodovia Ilhéus- Olivença e o Hospital Materno- Infantil, na cidade.

Entre as ações, o início das obras de reforma da 13ª CIRETRAN de Ilhéus teve destaque. A solicitação foi feita ano passado pelo deputado e será fundamental para melhorar a segurança e o conforto dos trabalhadores e dos cidadãos que necessitam dos serviços da unidade.

Salles ainda mandou um recado para os céticos que afirmam que Ilhéus não tem representante na Assembleia Legislativa. “ Eu sou o deputado dos baianos e principalmente dos ilheenses. O nosso grupo político em Ilhéus sempre foi muito forte e unido e eu não teria coragem de abandonar essa cidade que me acolheu de braços abertos”.

Ilhéus: Novo hospital materno-infantil se chamará “Doutor Joaquim Sampaio”

A Câmara de Vereadores de Ilhéus aprovou, em regime de caráter de urgência, na sessão desta quarta-feira (05) o Projeto de Lei de autoria do Poder Executivo que altera a denominação do antigo Hospital Regional Luiz Viana Filho, que passará a chamar-se Hospital Materno Infantil Doutor Joaquim Sampaio.

A nova unidade hospitalar localizada no bairro da Conquista, uma obra do Estado que em breve será inaugurada pelo governador Rui Costa e pelo prefeito Mário Alexandre, vai homenagear um dos mais queridos anestesiologistas que atuou em Ilhéus por cerca de 40 anos.

Como recentemente o Posto de Saúde localizado na avenida Princesa Isabel já havia recebido o nome do médico, como forma de homenageá-lo, a partir da aprovação deste PL, passará a ter a denominação de Unidade Básica de Saúde Santa Dulce dos Pobres.

CPI: Teich diz que deixou Saúde por discordar de Bolsonaro sobre cloroquina

Durante depoimento na CPI, ex-ministro admitiu que não tinha autonomia para liderar a pasta

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich admitiu nesta 4ª feira (5.mai) que deixou a pasta por divergir do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o uso da cloroquina no combate à covid-19 e por não ter a autonomia necessária para conduzir as ações de enfrentamento à pandemia à frente do cargo. “Sem a liberdade para conduzir o ministério conforme as minhas convicções, optei por deixar o cargo”, disse.

Segundo o ex-ministro, “essa falta de autonomia ficou mais evidente em relação às divergências com o governo quanto à eficácia e à extensão do uso de cloroquina. Enquanto a minha convicção pessoal baseada nos estudos que naquele momento não existia eficácia para liberar, existia um entendimento diferente para o presidente que era amparado na opinião de outros profissionais até do Conselho Federal de Medicina que naquele momento autorizou a extensão do uso”.

Teich ainda afirmou que não conseguiu avançar com dois projetos para controlar a pandemia: um programa de testagem e outro que avaliava o distanciamento social. A ideia, segundo o médico, era implementar um protocolo nacional, que controlasse a transmissão do vírus. As ações envolveriam não só a Saúde, mas outros ministérios. As propostas, contudo, não tiveram andamento.

Ilhéus: Sessão Especial da Câmara debateu o gerenciamento da Mobilidade Urbana

O gerenciamento da Mobilidade Urbana é uma das principais maneiras de reduzir gastos públicos. Consequentemente, as cidades que não fazem um bom gerenciamento da sua mobilidade passam a ter uma manutenção muito cara. O alerta foi feito ontem (04), na Câmara de Vereadores de Ilhéus, pela especialista em mobilidade urbana e professora da Universidade Federal do Sul da Bahia, Peolla Paula Stein.

Ela foi uma das participantes da Audiência Pública que debateu a perspectiva de grandes investimentos em Ilhéus, nos próximos anos, a partir da implantação de importante trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) no sul da Bahia. Além da Fiol, outros novos investimentos previstos para a cidade, nos próximos anos, abrem um importante debate sobre como ficará a questão da mobilidade urbana e de transporte em Ilhéus para a atual e as futuras gerações.

A cidade é, em essência, mobilidade

“Ainda existe uma grande confusão sobre o que é trânsito e o que é mobilidade”, lembra a especialista. “O trânsito trata apenas da questão veicular. Já mobilidade é você pensar além, não permitir que parem as pessoas. É a capacidade de todos nos movermos para atingir um objetivo econômico na cidade. A pessoa é um agente econômico”, esclareceu Peola. Para a especialista, tendo uma estrutura organizacional ou não, a cidade é, em essência, mobilidade.

Autor do requerimento que provocou a Audiência Pública, o vereador Augusto Cardoso, o Augustão (PT), presidente da Comissão Permanente de Transporte, Trânsito e Mobilidade, alertou que a única certeza do momento é que o futuro da cidade começa agora, com o debate claro e transparente sobre este importante tema. Segundo especialistas, apesar de ser uma das cidades mais antigas do País, Ilhéus é uma das primeiras do Brasil a ter elaborado um Plano Diretor de qualidade reconhecida, que pode servir até como referência para os principais municípios brasileiros. No entanto, asseguram os especialistas, a cidade tem adotado políticas voltadas ao transporte individual. E isso é preocupante.

Números

O Instituto Nossa Ilhéus é a organização parceira do projeto MobCidades (Mobilidade, Orçamento e Direitos), iniciativa coordenada pelo Inesc – Instituto de Estudos Socioeconômicos, com dez organizações integrantes da Rede Social Brasileira por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis. O objetivo do movimento é fortalecer e fomentar a participação popular na gestão da mobilidade urbana, com foco na garantia do direito à cidade e ao transporte. Pesquisa realizada em 2018 apontou que apenas 6,1% do orçamento municipal de Ilhéus foram destinados a investimentos de transporte coletivo, por bicicleta e a pé. Dos 53 milhões de reais orçados, foram pagos 22 milhões. E metade deste valor foi destinada ao transporte individual motorizado em projetos de pavimentação de ruas.

O professor e pesquisador da Universidade Estadual de Santa Cruz, Elvis Barbosa, defende um projeto de ciclomobilidade urbana em Ilhéus. “Mas não apenas para aqueles que andam em grupos com roupas coloridas que chamam atenção e em bicicletas caras utilizadas em passeios ou a lazer. Mas principalmente para aqueles que pedalam em bicicletas simples, que andam de sandálias ou descalços, sem capacetes e usam a bicicleta como forma de deslocamento na cidade”.

Sem política de mobilidade, cidade não anda

O especialista assegura que não são poucos. Segundo o professor Elvis, se a cidade não tiver uma política de mobilidade urbana, ela para. E para evitar que isto aconteça, é preciso envolver não apenas o uso do transporte coletivo, mas todas as formas de deslocamento da cidade, inclusive passeios livres. “É preciso vontade política e elaboração de planejamento estratégico como política de estado e não política de governo. Porque governos mudam”, sentencia.

Uma das conclusões da Audiência é de que a cidade precisa implementar o seu plano de mobilidade se quiser cumprir o novo prazo estebelecido pelo governo federal, que é o ano 2023. “Mas isso tem que começar hoje. Já está atrasado e não é fácil de fazer”, destaca Peola. A ativista social Socorro Mendonça lembra que a questão da qualidade de vida está diretamente relacionada à condição de uma cidade para todos. “A mobilidade vem para contribuir com aquilo que é melhor para o coletivo”. Socorro contabilizou que o Plano Diretor da Cidade é citado 16 vezes na Lei Orgânica do Município e, apesar do registro, o tema não está na pauta cotidiana da cidade.

Participação

A Audiência foi aberta pelo presidente da Casa, Jerbson Moraes. Em reconhecimento à iniciativa do vereador Augustão, Moraes transmitiu ao autor do requerimento o comando da plenária. Ainda participaram da audiência os vereadores Cláudio Magalhães (PCdoB), Enilda Mendonça (PT), Tandick Resende (PTB), Ivete Maria (DEM) e Vinícius Alcântara (PV). Lideranças do Sindicato dos Agentes de Trânsito, Controladores de Tráfego, Agentes de Transporte, Auxiliares, Pessoal de Apoio, Fiscais e Agentes de Zona Azul, do Serviço Público e Terceirizados (Sindatran), também participaram ativamente do debate.

Uma queda no sinal da internet em toda a região central da cidade, onde fica localizado o Palácio Teodolindo Ferreira, ocorrida minutos antes da abertura da audiência e que durou mais de quatro horas, impediu a transmissão online do evento. Mas toda o debate foi gravado em vídeo e seu teor, na íntegra, já foi disponibilizado nas redes sociais da Câmara, estando totalmente à disposição da população interessada no tema.





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