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:: 19/nov/2020 . 22:01

Mais de 80% dos baianos se declaram negros, mas o racismo ainda é bastante comum no Estado

Cintia Oliveira

De acordo com o último levantamento do IBGE, a Bahia tem 11,9 milhões de negros, o que representa 80,2% da população. Apesar dos números, o crime de racismo ainda é bastante praticado no Estado. Em Salvador, 2,3 milhões de habitantes ou 79,2% da população também se declararam negros. Embora a população negra seja maioria na Bahia e em Salvador, a discriminação racial continua sendo uma triste realidade no estado e na capital baiana.

A luta pela igualdade racial vem sendo travada há muitos séculos, e se intensificou nas últimas décadas. Mesmo assim, todos os dias alguém que é engajado nos movimentos sociais enfatiza que brancos e negros não ocupam a mesma posição na sociedade e que as diferenças de classe também são marcadas pela cor da pele. A ascensão social, portanto, é um caminho muito mais longo para as pessoas negras.

Para a assistente social e especialista em Trabalho Social frente à Comunidade e Família Contemporânea, Cintia Oliveira, o racismo deve ser combatido diariamente. A especialista aponta algumas opções para que esta luta não seja apenas no dia 20 de novembro.

“Precisamos de duas compreensões. Primeiro, entender que o combate à discriminação racial não foi, não é e jamais será uma responsabilidade apenas dos negros. É uma luta de todo cidadão e todas as instituições. Porque o racismo produz malefícios e danos para toda nação. Segundo, devemos ter disposição e determinação de passar o racismo a limpo. O assunto tem de ser conhecido, debatido e combatido. Apenas com o conhecimento das consequências do racismo poderemos construir uma sociedade livre. É assim que cumpriremos o objetivo constitucional de uma pátria livre, justa, plural e diversa, em que a dignidade da pessoa seja respeitada pelo Estado e por todos os brasileiros. Sem isso, continuaremos na utopia de que é possível caminhar sozinho quando a vida exige que estejamos sempre juntos. Sem isso, continuaremos em uma sociedade imperfeita que não produzirá justiça, pacificidade e coesão social” declara Cíntia Oliveira.

Desde a Constituição de 1988, o combate ao racismo vem avançando no Brasil. O próprio texto constitucional deu o primeiro passo quando considerou o racismo crime inafiançável. De lá para cá, outras iniciativas e políticas foram surgindo e se consolidando, em grande parte como resultado da luta do movimento negro. Bons exemplos são o sistema de cotas nas universidades públicas e a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, instituído em 2011 e comemorado todo dia 20 de novembro.

 

 

Mas muito ainda resta a ser feito. O preconceito e a desigualdade social são enfrentados todos os dias pela população negra. E, em função da questão cultural do racismo, as mudanças e transformações acontecem partindo inicialmente de cada indivíduo.

“Sempre morei no Engenho Velho de Brotas, bairro que teve como origem um engenho de escravos. Com muita luta de meus pais, sempre estudei em escola religiosa que era dita para pessoas brancas. Com isso, eu vivia em dois mundos paralelos e talvez por isso eu não compreendesse tantas coisas. Na faculdade, com o serviço social, me assumi e compreendi meu lugar enquanto mulher negra; passei a me livrar dos padrões impostos pela sociedade e passei a usar Black. Resgatei minha história e minha origem e passei a compreender a real história dos negros no Brasil e conhecer os fatores que levam a pessoa negra a não se aceitar como negra”, concluiu Cintia Oliveira.

Com o avanço na luta contra a discriminação racial, a população baiana pode denunciar a prática de racismo no Ministério Público, Defensoria Pública ou Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela. Além disso, as denúncias podem ser feitas pelo telefone (71) 3117-7448, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, e também das 14h às 18h.

Bahia registra 2.849 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.849 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,8%) e 2.129 recuperados (+0,6%). Dos 380.294 casos confirmados desde o início da pandemia, 364.146 já são considerados recuperados, 8.110 encontram-se ativos A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível no Business Intelligence.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (25,27%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (9.071,32), Itabuna (6.773,19), Madre de Deus (6.765,28), Almadina (6.698,39) e Aiquara (6.612,69).

boletim epidemiológico contabiliza ainda 778.762 casos descartados e 93.059 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quinta-feira (19).

Na Bahia, 30.453 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Óbitos

O boletim epidemiológico desta quinta-feira (19) contabiliza 25 óbitos que ocorreram em diversas datas. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19.

Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 8.038, representando uma letalidade de 2,11%. Dentre os óbitos, 56,22% ocorreram no sexo masculino e 43,78% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,58% corresponderam a parda, seguidos por branca com 18,11%, preta com 14,85%, amarela com 0,73%, indígena com 0,10% e não há informação em 11,62% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 71,81%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (74,27%).

SAC Empresarial retoma atendimentos de forma virtual

A partir da próxima segunda-feira (23), as cinco unidades do SAC Empresarial, órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), retomam o atendimento ao público de forma virtual. Os serviços facilitarão o acesso de empresários do interior do estado. A medida visa contribuir com o enfrentamento da Covid-19 na Bahia.

“O SACE está retornando seus atendimentos e de forma virtual terá condições de atender ainda mais empreendedores. Durante a pandemia, surgiram muitos negócios informais e queremos estimular os pequenos a saírem da informalidade e fortalecerem sua atividade econômica”, afirmou o vice-governador João Leão, secretário da pasta.

O procedimento é simples, basta acessar o site oficial da SDE, depois clicar na opção “SAC Empresarial” no menu principal e preencher o formulário com todos os dados solicitados, selecionando os procedimentos desejados e a unidade que fará o atendimento virtual.

Após recebimento da demanda, um atendente do SAC Empresarial responderá à solicitação por e-mail, no prazo de até 24 horas. O preenchimento correto do endereço eletrônico é imprescindível para que o atendimento ocorra corretamente.

Os principais serviços são orientação ao empreendedor de como ter acesso ao microcrédito, alterações de cadastro, emissão de documentos e informações sobre os serviços do Sebrae, a exemplo de capacitações e planos de negócios. Além da grande novidade que é a plataforma Mercado Azul, onde fornecedores podem cadastrar seus produtos e serviços gratuitamente em todo o Brasil, tendo acesso à uma vitrine ne negócios virtual.

Confira os horários de atendimento e telefones das unidades: 

SAC Shopping Barra: segunda a sexta – 11h às 18h | (71) 3264-0624

SAC Shopping Bela Vista: segunda a sexta – 11h às 18h | (71) 3281-4141

SAC Cajazeiras: segunda a sexta – 7h às 14h | (71) 3281-4142

SAC Comércio: segunda a sexta – 7h às 14h | (71) 3281-4140

SAC Camaçari: segunda a sexta – 10h às 17h | (71) 3621-4620











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